
O futuro do Trio de Ferro estará em jogo a partir das 16 horas de quarta-feira. Não se trata de uma competição profissional e, por isso mesmo, o tom dramático da afirmação acima é relativo. Em poucos dias, o destino de mais uma fornada de possíveis talentos estará em jogo. A disputa da Copa São Paulo começa hoje, vai até o dia 25, mas uma partida pode deixar marcas na formação dos clubes que disputam a competição.
Explica-se: embora cada time faça pelos menos três jogos, na opinião dos técnicos é no primeiro que, normalmente, tudo se decide. Afinal, em um grupo com quatro equipes, é o campeão da chave que se classifica e poucos vices, por desempenho. Em uma competição tão rápida, um tropeço na estreia pode significar a passagem de volta com antecedência.
"É importante começar bem, pois, pela idade, os meninos sentem muito ainda", explica o técnico do Rubro-Negro, Sandro Forner. "É uma competição muito rápida. Se perder o primeiro jogo, está quase fora", completa Alexandre Sebben, do Paraná.
Mas essa é apenas a ponta do iceberg para os comandantes. Com uma análise um pouco mais apurada, é possível ligar o bom desempenho na competição ao sucesso nos profissionais. E aí é que reside a maior preocupação. Da Copa São Paulo, os clubes não esperam necessariamente o título, mas a revelação de talentos.
"Embora tecnicamente a Taça São Paulo [sub-18] seja inferior ao Campeonato Brasileiro [sub-20], nela o atleta ganha uma experiência muito importante para a sua formação", analisa Marquinhos Santos. O atual técnico do Coritiba sabe do que fala. Em 2009, ele comandava o rival e levou o time do Atlético até a final. "Você percebe que [com um bom desempenho] o atleta volta mais confiante."
E a confiança se reflete rapidamente no profissional. Depois daquele ano, foram alçados ao elenco principal jogadores como Manoel, Raul, Bruno Costa, Fransérgio, Marcelo e Patrick. Fenômeno semelhante ocorreu com o Coritiba quando o Alviverde, em 2004, chegou à semifinal. Daquela equipe, sete jogadores foram promovidos ao profissional, entre eles Miranda, Ricardinho e Rafinha. Um ano depois, foi a vez de o Paraná ter a prova da importância da Copinha. O Tricolor também chegou à semifinal e revelou, entre outros, Vandinho e Thiago Neves mas também subiu meia dúzia de atletas.
Agora, a expectativa dos três clubes é repetir suas melhores atuações na competição, rechear o grupo principal com pratas da casa e, assim, mais tarde equilibrar as finanças. Por isso outra preocupação ronda os dirigentes do trio: a ação dos empresários.
Antes do início da Copa, uma enxurrada de renovações ocorreu nas categorias de base. E, quem não chegou ainda ao acerto, não viajará. Afinal, todos os clubes têm suas pedras brutas prontas para serem lapidadas na competição veja nessa página quem serão os prováveis destaques de Atlético, Coritiba e Paraná.






