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Marina, zagueiro da Foz, acompanhou Marta na sua primeira viagem internacional | Cristian Rizzi/ Gazeta do Povo
Marina, zagueiro da Foz, acompanhou Marta na sua primeira viagem internacional| Foto: Cristian Rizzi/ Gazeta do Povo

Marta, eleita cinco vezes consecutivas a melhor do mundo, e Marina Aggio, zagueira titular do Foz Ca­­ta­­ratas, equipe do Oeste do estado. Lado a lado, os nomes das duas jo­­gadoras não parecem ter relação al­­guma, no entanto, o sucesso da consagrada atleta alagoana tem o dedo da paranaense.

Marina, natural de Iretama, foi tutora de Marta em 2004, na primeira ida da atacante para a Euro­­pa. Sete anos depois, a dupla volta a se encontrar na seleção brasileira que se prepara para disputar o Mun­­dial da Alemanha, no fim de junho.

A trajetória das duas atletas se cruzou pela primeira vez há oito anos, em Belo Horizonte. Ambas treinavam no Santa Cruz-MG e os dribles de Marta já encantavam quem a observava. Ainda menor de idade, a futura melhor do mundo recebeu uma proposta para jo­­gar na Europa. Porém, como não tinha completado 18 anos, precisava da companhia de uma atleta tu­­tora, senão a transferência não poderia ser concluída.

Diante da indecisão e insegurança das outras companheiras de grupo, a paranaense Marina se vo­­luntariou. "Ela precisava ter uma pessoa maior de idade com ela e eu resolvi ajudar naquele momento", lembra a defensora que, na época, estava com 22 anos.

As duas moraram quase um ano juntas na Suécia, onde Marta defendia o Umea. Marina também ganhou a oportunidade em outro time sueco, o Sjalevads IK. Juntas, elas superaram o difícil período de adaptação ao país de clima e costumes tão diferentes dos brasileiros. "O lugar não ia se adaptar a nós, en­­tão tivemos de nos adequar da me­­lhor maneira", diz.

A alagoana permaneceu na Europa por seis temporadas e se consolidou como a melhor do mundo no futebol feminino. A pa­­ranaense ficou no Velho Con­­ti­­nente por quatro anos e, pensando nos estudos, decidiu retornar ao Bra­­sil, onde passou a atuar pelo No­­vo Mundo, de Curitiba.

No fim de 2009, quando o caminho das duas se encontrou novamente – na partida entre Novo Mundo e Santos, pelas quartas de final da Copa do Brasil – a carreira de Marina, mais uma vez, tomou um novo rumo.

"Naquela partida, o Kleiton [Li­­ma, técnico do Santos e da seleção feminina] me viu jogando e depois passei a ser convocada", conta a atleta que, desde o início do ano, de­­fende o Foz Cataratas.

A menos de um mês da disputa da Copa do Mundo de futebol feminino, a tutora Marina deposita as maiores esperanças justamente em sua mais antiga colega de grupo. "Vamos com a jogadora que já foi cinco vezes melhor do mundo. É muito melhor ter a Marta a favor do que contra", destaca.

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