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Suburbana

Uberlândia supera dificuldades e se classifica na garra para a semifinal

Vitória magra sobre o Vila Fanny, com direito a defesa de pênalti do goleiro Juliano, credencia o time a encarar o forte Urano na briga por vaga na final

Jogo entre Vila Fanny e Uberlândia foi marcado pela virilidade, com direito a muitas faltas para os dois lados | Marcelo Elias/Gazeta do Povo
Jogo entre Vila Fanny e Uberlândia foi marcado pela virilidade, com direito a muitas faltas para os dois lados (Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo)
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Sabe aquela frase manjadíssima, "o jogo foi decidido na bola parada"? Valendo a última vaga nas semifinais, em um campo reduzido e irregular, com sol ardido na moleira e uma falta atrás da outra, dá para dizer que a partida entre Vila Fanny e Uberlândia "só poderia ser decidida na bola parada".

Os jogos da Suburbana já são de sair faísca. Imagine então quando está em disputa a sobrevivência na competição. Não sobrou uma canela inteira no duelo de sábado no Estádio Ismael Gabardo.

O árbitro Maurício Batista dos Santos cansou de apitar. Se qualquer jogador carregava a bola. Falta. Se saía uma tabela perto da área. Falta. Se a disputa era pelo alto. Falta. Ninguém queria perder uma dividida. Os jogadores do Vila Fanny dispostos a mostrar que ali mandavam eles. Os do Uberlândia a segurar o empate, suficiente para a classificação.

Em cobranças frontais, uma bola na trave para cada lado. Mas não foi assim que o confronto foi decidido. Tampouco nos inúmeros cruzamentos sobre a área dos visitantes. Nas bolas por cima, aliás, começava a se destacar o goleiro Juliano. Apesar de não ser muito alto, ele cortava todas na pequena área com segurança.

No jogo das faltas, os atacantes do Uberlândia pareciam não saber como matar a classificação com a bola rolando. Ao ver os donos da casa completamente abertos no segundo tempo, encaixaram um contra-ataque atrás do outro, quase todos conduzidos pelo excelente camisa 10 Guilherme. Mas também perderam um gol atrás do outro na cara do goleiro Felipe.

Em meio a tantas jogadas viris, subir um cartão vermelho era questão de tempo. Ele pintou quando o zagueiro Vinícius, do Fanny, parou mais um contragolpe. Um a menos e a eliminação do Alvirrubro parecia selada. Ficava a esperança de uma jogada fortuita. Quem sabe uma bola parada, para variar.

A chance caiu do céu quando a bola bateu na mão do zagueiro Moraes, do Uberlândia, na área. Um toque sem intenção, mas o árbitro deu a penalidade. Era só Germano mandar para a rede aos 41 minutos e garantir a vaga. "Mas dei uma escorregadinha. Perdi o tempo da bola. Perdi o pênalti. Infelizmente estamos fora...", lamentou o camisa 10, que bateu fraco, para a defesa de Juliano.

A sorte seria selada na última das dezenas de infrações marcadas pelo juiz. Já nos acréscimos, Giba foi derrubado na área por Rogério Prateat. Novo pênalti, desta vez do outro lado. Ricardo deslocou Felipe na cobrança e fez 1 a 0 para garantir o "pequeno" Uberlândia na semifinal contra o Urano – Trieste e Vila Hauer fazem a outra.

"Vocês não sabem a dificuldade para colocar esse time em campo. Não temos patrocínio como os outros. Mas estamos entre os quatro grandes", comemorou o técnico David Silva. "Ninguém acreditava, mas chegamos. E não estamos satisfeitos ainda", discursou o herói Juliano, responsável por parar a bola mais importante de todas.

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