Às vésperas da última e decisiva rodada da 1.ª fase do Campeonato Paranaense de Futebol, três times lutam pela única vaga restante no grupo dos oito melhores classificados que vão à próxima etapa do Estadual. A vitória sobre o J.Malucelli, na quinta-feira, garantiu ao Rio Branco a penúltima das vagas e agora o próprio Jotinha, o Londrina e o Cascavel brigam para conseguir ocupar o último espaço vago entre os melhores do campeonato.
Como todos os jogos acontecem no domingo, às 16h, nenhum time poderá se beneficiar ao saber qual o resultado precisa para se classificar. Analisando a tabela, o J.Malucelli é o que teoricamente teria a missão mais "tranqüila". Em casa, o time comandado por Ricardo Pinto recebe o já classificado Cianorte e torce para que o Leão do Vale não dificulte as coisas no Estádio do Pinhão.
A classificação do Jotinha só ficaria ameaçada se uma série de situações acontecesse. A primeira é se o time não conseguir vencer seu compromisso neste fim de semana; a segunda situação acontece se o STJD anular a partida contra o Adap Galo (que está sub júdice), o que faria o time perder o ponto que conquistou com o empate em 1 a 1; e a terceira situação diz respeito a uma derrota no jogo que seria remarcado contra o Adap Galo. Na verdade tudo ainda depende deste julgamento da próxima quinta-feira no STJD, mas se o J.Malucelli vencer, as coisas ficam mais tranqüilas e a sentença do Tribunal pouco importará.
Londrina
Para o Londrina a conquista da vaga seria realmente uma "conquista". Depois de ficar conhecido como o "rei do empate" conquistando sete em 14 jogos o time ressurgiu quando o técnico Mauro Madureira assumiu o time no lugar de Roberto Fonseca. O elenco se motivou, o time goleou (duas vezes por 6 a 2) e a cidade voltou a acreditar no resultado. Para avançar no Paranaense, o Tubarão precisa vencer o Cascavel e torcer por um tropeço do J.Malucelli.
Cascavel
A situação é bem mais complicada para o Cascavel. Além de uma derrota do J.Malucelli, o time do Oeste paranaense precisa vencer o Londrina, que está bem motivado e quer a mesma vaga que o Cascavel. A euforia na cidade é grande e o futebol voltou a fazer parte do dia-a-dia do torcedor cascavelense, que há muito estava carente de um bom time.
O rebaixamento
Se a briga pela última vaga entre os melhores promete ser interessante, ninguém quer ficar com a penúltima colocação da tabela, que resultará no rebaixamento da equipe para a Divisão de Acesso no ano seguinte. No atual panorama do conturbado Campeonato Paranaense, o Nacional de Rolândia, que conseguiu apenas 5 pontos dos 42 disputados, já está rebaixado.
Talvez a missão mais difícil seja a do Roma, de Apucarana. Jogando no estádio Couto Pereira, o time precisa vencer o Coritiba que ainda desperta uma certa desconfiança do torcedor - para escapar da "degola". Apesar de poder se livrar mesmo se perder (considerando uma derrota da Portuguesa), o Roma tem o adversário mais complicado. A pressão do time de Apucarana também é pior, já que o Roma foi o campeão da Copa 100 anos no final de 2006 e começou o paranaense com bom conceito.
Para a Portuguesa Londrinense, uma vitória contra o Rio Branco, já classificado, não basta. Além dos três pontos na casa do adversário, a Lusinha precisa contar com o tropeço do Roma para conseguir permanecer na Série Ouro.
Tapetão
Mas toda esta briga para fugir do rebaixamento pode sofrer uma grande reviravolta após a conclusão da última rodada. Na segunda-feira o Tribunal de Justiça Desportiva julga o pedido de impugnação da partida entre Iguaçu e Nacional, que foi considerada como WO para o time de União da Vitória. O time do Nacional alegou uma intoxicação alimentar dos atletas e não entrou em campo.
Dependendo do resultado da sentença, o jogo pode ser anulado e remarcado. Se o Nacional vencer o Engenheiro Beltrão neste domingo e também conseguir uma vitória no jogo que seria remarcado, o time poderia escapar do atual rebaixamento. Toda essa confusa "salada" de possibilidades, a primeira fase do campeonato corre o risco de acabar, mas não terminar.
O TJD julga também um processo contra o Paraná Clube pela utilização de quatro jogadores em duas partidas seguindas, com menos de 66 horas de diferença entre os jogos. Como venceu em primeira instância, a nova decisão tende a ser a mesma do 1.º julgamento.



