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Triatlo

Um é pouco...

Atletas amadores cada vez mais optam pelo duatlo. Ser polivalente no esporte traz resultado tanto físico quanto à saúde

O dentista Michel começou a correr para tratar das dores nas costas e agora prepara sua estreia para o Ironman | Priscila Forone/ Gazeta do Povo
O dentista Michel começou a correr para tratar das dores nas costas e agora prepara sua estreia para o Ironman (Foto: Priscila Forone/ Gazeta do Povo)
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Chega um momento em que vencer o próprio limite não é suficiente. É preciso vencer o próprio limite em frentes. É o desafio que faz com que corredores de rua decidam nadar, nadadores queiram pedalar, ciclistas iniciem treinos de corrida. Quando percebem, tornaram-se atletas polivalentes.

Aventurar-se em mais de uma modalidade – com moderação – resulta em vários benefícios ao esportista. O corpo exercita diferentes grupos musculares, o que melhora o condicionamento físico. A diversidade de exercícios mantém alto o nível de motivação com o exercício, pois diminui o risco de a repetição do treino ficar entediante.

Uma pessoa que corre e começa a pedalar, por exemplo, vê sua capacidade cardiorrespiratória melhorar e suas distâncias na corrida aumentam mais rapidamente. "Pode-se trocar treinos, com gran­­des ganhos. Em um dia de corrida leve, faz-se uma aula de natação, sem o impacto com o so­­lo. A ideia (de treinos multidiscipli­­nares) é que o corpo não se adap­­te a um tipo de movimento e continue progredindo", diz o triatleta e coordenador do grupo de corrida da Cia. Atlhetica, Alisson Tracz.

Técnicos e professores de assessorias esportivas concordam que seus atletas estão, cada vez mais, agregando novas atividades. De­­pois do boom da corrida de rua, di­­zem que é a vez das provas de duatlo.

Foi o que aconteceu com o den­­tista Michel Colodi Schne­­ken­­berg, 29 anos. Ele optou primeiro pela natação, para se livrar das dores nas costas causadas pela profissão, há cinco anos, quando mal completava 700 metros em uma hora. Animado com o progresso, passou a caminhar e, em se­­guida, a correr, para perder pe­­so. Daí para comprar uma bicicleta e tornar-se um triatleta amador, bastou a sugestão de seu técnico.

Michel vai fazer seu primeiro Iron Man, em 30 de maio, em Florianópolis (SC). Serão 3,8 km de natação, 180 km pedalando e 42 km na corrida. "Nunca pensei que seria capaz de tanto", diz. Mas ele não pretende seguir carreira como "homem de ferro". "Para a prova, treino oito horas diárias. Família e trabalho ficaram em segundo plano". Depois de cumprir o desafio, pretende reduzir cinco horas de treinamento e voltar a sentir prazer com o esporte.

O mesmo prazer que estimula o gestor de fundo Eduardo Augus­­to Guedes, 29 anos. Ele treina para corridas de 10 km e 21 km (meia-maratona) há um ano e meio. Ano passado, incluiu pedaladas em trilhas com sua mountain bike na sua vida. "Quero também nadar, mas, por enquanto, estou sem tempo", conta. "O ciclismo é uma atividade mais lúdica, me exercito em meio a belas paisagens. E senti muita diferença na corrida, com mais fôlego", diz.

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