Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

PUBLICIDADE
  1. Home
  2. Esportes
  3. Um gigante cinquentão adormecido

patrimônio

Um gigante cinquentão adormecido

Ginásio do Tarumã completa meio século de vida abandonado, à espera de R$ 10 milhões para ser reformado e voltar a receber eventos

  • Gustavo Ribeiro
Ginásio está interditado desde 2013 pelo Corpo de Bombeiros por razões de segurança |
Ginásio está interditado desde 2013 pelo Corpo de Bombeiros por razões de segurança
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

O Ginásio do Tarumã completa 50 anos na próxima quinta-feira, 29 de janeiro. Não fosse pelo passado repleto de bons momentos, não haveria motivos para comemoração.

INFOGRÁFICO: Relembre parte da história do ginásio

O principal aparelho poliesportivo de Curitiba está abandonado. Interditado pelo Corpo de Bombeiros no final de 2013, o último evento no local ocorreu em outubro daquele ano, a Copa Brasil de futebol para cegos. Não recebeu mais atletas nem público desde então.

Do lado de fora, mato. Dentro, portas descascadas e janelas quebradas. O piso tem remendos e buracos. Nas salas e vestiários, muita coisa empilhada e jogada: macas, mesas, colchonetes, cordas, cones. O dormitório está esquecido. Um cenário bem diferente daquele vivido ao longo da sua história.

O Professor Almir Nelson de Almeida – recebeu esse nome em 1977, em homenagem ao ex-jogador de basquete – sediou grandes eventos.

O primeiro, em 1963, antes mesmo da inauguração oficial, com a primeira fase do Mundial de Basquete. Sediou Sul-Americano e Mundial de vôlei e foi a casa do time de vôlei feminino do Rexona entre 1997 e 2004. Em 2010 foi palco de três jogos da seleção brasileira de vôlei masculino, o mais recente estalo do ginásio, com lotação máxima.

Nos últimos anos o Tarumã passou por diversas intervenções. Teve o telhado reformado em 2009 e recebeu ajustes em 2010. Nenhuma grande reforma que colocasse o ginásio em completo funcionamento e apto a sediar competições importantes.

"Precisamos reformar completamente a parte estrutural e não fazer reformas pontuais. Ou fazemos bem feito ou será um local para pequenos eventos. E o Tarumã é para grandes eventos", aponta Diego Gurgacz, presidente do Instituto Paranaense de Ciência do Esporte (IPCE), autarquia da Secretaria Estadual de Esporte e Turismo.

O projeto básico prevê a troca dos assentos, que hoje são de madeira, por cadeiras. A lotação total ficaria em 5.245 lugares. Além disso, o telhado, o piso e toda a instalação hidráulica seriam trocados. Tudo em conformidade com as exigências do Corpo de Bombeiros, que apertou as regras após a tragédia da boate Kiss, em Santa Maria (RS), em janeiro de 2013.

O empreendimento é estimado em R$ 10 milhões. Só para fazer um projeto completo são necessários R$ 500 mil. A expectativa da Secretaria é que esse montante seja bancado pelo Ministério do Esporte. Dos cofres do estado dificilmente sairá algum dinheiro.

No início do ano passado, o então ministro do Esporte Aldo Rebelo havia sinalizado positivamente para a intervenção, mas o período eleitoral e a mudança na pasta – George Hilton assumiu o cargo – devem atrasar o processo. A esperança do governo estadual está no recém-eleito deputado federal Evandro Rogério Roman, ex-secretário de Esporte. Em Brasília, ele poderá costurar o acordo com mais agilidade.

Caso a reforma do Tarumã não vá para frente, há um plano B. Este, no entanto, dá fim ao aparelho como praça esportiva para transformá-lo em museu. É a opção mais simples e barata, e que significaria a morte do cinquentenário ginásio.

8 recomendações para você

deixe sua opinião

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE