O presidente do Paraná, Aquilino Romani, assumiu outra postura em 2011. Já no início desse ano, ele bateu de frente com o novo diretor de futebol, Paulo César Silva, na contratação de um goleiro, ao não topar a ideia de gastar mais para trazer um nome consagrado.
* * *
... E uma nova atitude
A mudança de atitude ocorreu em virtude de alguns acontecimentos da temporada passada. Romani se arrepende, por exemplo, de não ter demitido antes o técnico Marcelo Oliveira, quando veio a derrocada paranista na Série B. Posição tomada para não entrar em choque com o então diretor de futebol Aramis Tissot, que preferia bancar o atual treinador do Coritiba.
"Isso é várzea"
A briga nos bastidores pela contratação de um goleiro rendeu um capítulo no mínimo inusitado, para não dizer folclórico, na Vila Capanema. Contratado por um "diretor" paranista, o arqueiro Eduardo Martini, ex-Ponte Preta, chegou ao clube no dia 8 já para ser apresentado. Porém o "diretor" que tocou a negociação desapareceu, obrigando o jogador a dar meia volta. A história foi confirmada pelo técnico Roberto Cavalo, que a classificou como "coisa de várzea". À imprensa paulista, Martini disse que foi a maior vergonha de sua carreira.
Dinheiro verde
O Coritiba pretende aumentar o rendimento com espaço nos arredores do Couto Pereira.
O clube mantém negociações avançadas com uma academia, um bar temático e uma casa de festas que pretendem se instalar no local. O complexo hoje conta com a loja oficial do clube, o Memorial dos 100 anos, uma churrascaria e o estacionamento. "É para logo. O bar temático vai funcionar em cima da loja oficial", conta Ernesto Pedroso, um dos diretores do clube.
Anistia geral...
No último ato de 2010, a presidência da Federação Paranaense de Futebol (FPF) resolveu reconhecer a prescrição de todas dívidas dos clubes contraídas com a entidade até 10 de dezembro de 2005. No mesmo ato, anistiou os débitos lançados de 10 de dezembro de 2005 a 21 de novembro de 2007, período pré-administração Hélio Cury.
...Mas restrita
A FPF, contudo, fez um adendo em relação ao Atlético, único clube do estado a manter uma certa relação de oposição com a entidade. De acordo com o documento, a anistia não vale para o Rubro-Negro.
O outro lado
O Atlético ignora solenemente qualquer dívida com a FPF.
Em nota, o clube avisou que o valor sobre o qual a entidade diz ser credora, algo em torno de R$ 140 mil, diz respeito a taxas cobradas indevidamente. Ainda de acordo com o Furacão, o que há é uma inversão de papéis, já que o clube tem um crédito estimado em mais de R$ 10 milhões com a Federação débito oriundo do período no qual o time jogava no Pinheirão, na década de 90.
Colaboraram André Pugliesi, Gustavo Ribeiro e Rodrigo Fernandes.



