
Marcelinho Paraíba chegou a ficar surpreso. Desde a chegada do atacante colombiano Aristizábal, em 2004, não se via por aqui tamanha mobilização de torcedores para receber um jogador. Até que se espalhou pela internet a informação de que o meia-atacante desembarcaria no Aeroporto Internacional Afonso Pena, às 15h30 de ontem. E foi só ele aparecer no saguão com duas horas de atraso por causa de problemas meteorológicos que impediam a decolagem em São Paulo para ser cercado e abraçado pelos cerca de 40 coxas-brancas que se aglomeravam em frente ao portão.
Acompanhados por estridentes instrumentos de percussão, coros como "Ão, ão, ão, Paraíba é do Verdão!", "Ah, é Paraíba!", ou o criativo "Um Paraíba incomoda muita gente. Dois Paraíbas incomodam muito mais", lembrando do conterrâneo Carlinhos, que desde o ano passado defende o Alviverde foram o fundo musical das boas vindas.
"É uma recepção muito calorosa. Não esperava isso", disse Marcelinho, que nem bem se desvencilhou do bolo de torcedores e foi cercado pela imprensa no meio da agitação, só se identificavam os tradicionais cabelos descoloridos do jogador.
A principal questão era se o contrato, cuja duração será até o fim do ano, teria uma cláusula que permita ao jogador seguir para o exterior no meio da temporada. Talvez para não ficar mal com os torcedores que o receberam, ele falou em permanecer até o fim. Mas não negou a existência da brecha contratual. "Só depois que assinar vou poder falar melhor disso. Mas a torcida pode ficar tranquila. A intenção é ficar até o fim."
De acordo com fontes ligadas ao clube, o salário da principal contratação no ano do centenário será de R$ 170 mil.
Do aeroporto, Marcelinho foi levado pelo coordenador de futebol Paulo Jamelli ao Couto Pereira. Na sede administrativa do clube iria, ao lado de seu procurador, discutir os últimos detalhes do contrato. Porém, antes de assinar, seria levado a uma clínica para realizar os exames médicos de praxe. Questionado se alguma reviravolta ainda poderia impedir a concretização do negócio, respondeu apenas que "não vejo como isso acontecer".
O meia-atacante garante estar bem fisicamente, pronto para estrear em poucos dias.
"Vinha treinando. Só fiquei dois dias parado. Agora é esperar para ver quando o treinador vai querer me colocar em campo", comentou o ex-jogador de São Paulo, Grêmio, Hertha Berlim e Wolfsburg, que na verdade acertou o desligamento do Flamengo na quinta-feira e chega ao Coxa com a responsabilidade de manter na torcida a mesma euforia demonstrada ontem, no aeroporto.
Interatividade
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