
"Não faço milagre, mas basta passar alegria para a garotada, que ninguém consegue segurar. Devolvemos aos meninos a oportunidade de acordar no dia seguinte com felicidade", resumiu o técnico Ricardo Pinto, após a vitória por 2 a 0 sobre o Cascavel, ontem, na Vila Capanema.
"Agora os torcedores já não são tão sacaneados", brincou o treinador, ainda animado com o primeiro triunfo do clube na competição, após 11 rodadas. O Paraná segue na lanterna do Estadual e segundo os cálculos internos precisaria de mais 18 pontos para se manter na elite.
Pela demonstração desse domingo, apesar de um primeiro tempo assustador, os paranistas podem se animar mas com cautela. Mesmo sabendo das dificuldades financeiras e técnicas do clube, poucos poderiam imaginar que o Paraná fecharia a fase inicial segurando a lanterna e lutando contra o rebaixamento.
Somando apenas uma vitória e dois empates, o time da Vila Capanema precisa de uma campanha totalmente oposta e digna dos melhores na tabela para escapar da degola. Teria de obter um aproveitamento similar ao de Arapongas e Cianorte, que fecharam o turno na 5.ª e 6.ª posições, com 17 pontos.
O alento para a arquibancada é de que o time apresentou em campo um desempenho bastante superior ao do início da temporada, inclusive contando o triunfo sobre o Gurupi-TO, na semana passada. E o bom rendimento coincide com a chegada do novo treinador, que novamente sentenciou que a alegria voltou ao Durival Britto.
Ao lado do treinador, alguns jogadores tiveram um crescimento nas últimas partidas, assim como os novos contratados que começaram a se destacar. Diante da Serpente, foram duas estreias [Leandro Castan e Léo] e dois retornos de garotos da base [Bruninho e Marquinhos]. Todos eles bastante elogiados pelo técnico após o jogo. Sem euforia, Ricardo Pinto pede paciência e lembra que ainda há muitos jogos pela frente e que é preciso encaixar um grande números de vitórias para respirar. O importante, segundo o treinador, é manter o "estado de alerta" e reverter o "quadro de dificuldade".
Os gols do Tricolor surgiram apenas na etapa final. Primeiro, Rodrigo Defendi, de cabeça, após cobrança de escanteio. Depois, Kelvin, cobrando pênalti. Ou seja, ambos de jogada nascida de bola parada.
O Paraná tenta dar o primeiro passo rumo às seis vitórias, contra o Corinthians-PR, no próximo fim de semana, possivelmente no sábado de carnaval. Mesmo ciente do caminho complicado que o time tem pela frente, o treinador pede respeito e manda um aviso aos adversários.
"Isso é Paraná Clube, com time grande não se brinca."





