
"Só um desastre para nos tirar da próxima fase". O time do Atlético, pela declaração do técnico Vadão, após o empate por 0 a 0 contra o Rio Branco, volta de Paranaguá com o sentimento do dever cumprido. E mais aliviado. O time que na última quinta-feira, passou por um dos mais difíceis desafios em sua recente história, ao reverter a vantagem de três gols do Vitória-BA, na disputa da Copa do Brasil, fechou a semana, bem perto de alcançar uma vaga nas semifinais do Paranaense.
O desastre a que se refere Vadão, seria uma derrota na última rodada contra o Cianorte, na Arena da Baixada. E daquelas jamais vista pelos atleticanos no Estadual. "Estamos praticamente classificados, se não matematicamente, praticamente sim", repetiu Vadão que comemorou o empate entre Cianorte e Paranavaí que deixou o Atlético virtualmente assegurado na fase semifinal.
Mais do que o grande passo dado em direção às finais do Estadual, Vadão enalteceu o espírito de seus comandados. "Mesmo desgastados eles correram, foram ao limite. Sofremos um desgaste emocional e físico na Copa do Brasil, mas sei que tenho um grupo de homens. Podíamos descansar jogadores mas todos eles demonstraram interesse em jogar. Por isso estão de parabéns", enfatizou o treinador.
Para o atacante Dênis Marques, que foi um dos heróis da partida contra o Vitória, mas que em Paranaguá teve poucas chances e acusou o desgaste físico, o empate de ontem, valeu muito mais do que um mero ponto. "Tive apenas uma oportunidade, mas acho que o importante era não perder pontos fora de casa", disse o atacante.
Se sobrou disposição dos jogadores atleticanos, faltou objetividade da equipe. Principalmente no ataque que não contou com o artilheiro Alex Mineiro que foi poupado. Sem ele na equipe, o Atlético não incomodou o goleiro adversário. "O Alex é na equipe, a mesma coisa que o Ronaldo no Real Madrid uma época ou quando o Tevez não jogava no Corinthians", comparou Vadão.



