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Atlético

Vadão estuda pôr em campo zaga jovem e vulnerável

Um Atlético rejuvenescido enfrentará o xará mineiro no sábado. O bisturi das negociações afetou a defesa e o Rubro-Negro perde idade, referência e ganha preocupação para a seqüência do Brasileiro.

A transferência do experiente Marcão (32 anos) para o Inter e a possível entrada de João Leonardo (21) no jogo contra o Atlético Mineiro reduz a média do setor de 24 anos para 21,8 anos e acende um alerta no time. Se confirmar a escalação do jovem atleta para o confronto no Mineirão, Oswaldo Alvarez dará nova chance à formação mais contestada em 2006.

João Leonardo ganhou uma vaga na equipe com a ida de Paulo André para o francês Le Mans, no fim de junho, e se firmou ao lado de Danilo. Juntos atuaram em 22 partidas pelo Nacional e "contribuíram" para o saldo negativo do Furacão no torneio.

Em 38 jogos, o Atlético marcou 61 gols, mas levou 62. Quarenta deles sofridos com a dupla em campo. A média da parceria é de 1,8 gol por confronto.

Vadão tenta amenizar as alterações. "Temos tempo para estudar os substitutos. Não temos que ficar lamentando, agora precisamos pensar nas alternativas que temos", afirmou o treinador.

Alex e Rogério Corrêa, esse ainda recuperando-se de uma contusão, correm por fora. O time conta também com Rafael Santos, vindo do Colorado gaúcho como parte da negociação de Marcão. O técnico precisa definir também quem assume a vaga de Ferreira, ausente pelas próximas oito rodadas para defender a seleção da Colômbia.

A mudança defensiva aumenta a responsabilidade de Danilo. Com 23 anos, ele tornou-se agora o segundo atleta mais "velho" da zaga. O "veterano" Jancarlos completará 24 anos em agosto.

Os outros três componentes do setor têm 21: João Leonardo, Nei e Vinícius. O goleiro assume a vaga de Guilherme, julgado ontem pela expulsão contra o Fluminense, pela Copa do Brasil, e condenado a cumprir um jogo de suspensão.

Por cinco meses Danilo atuou ao lado de Marcão neste ano e cresceu muito, na avaliação do próprio Oswaldo Alvarez. Agora, o capitão terá de colocar em prática, sozinho, o que aprendeu nesse período.

"O Marcão não é só um jogador experiente, é um líder, um ídolo da torcida. Mas ele já foi, aceitou um negócio bom para ele e para o clube. Não podemos ficar lamentando, precisamos trabalhar", afirma o zagueiro, preparado paras as críticas.

"Quando o time ganha, o ataque é uma maravilha. Quando perde, a defesa é a culpada. É sempre assim, por isso ninguém quer ser zagueiro, goleiro. Mas já estou acostumado, jogar aqui é como o céu e o inferno, um desafio", completa o jogador.

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