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Copa do Brasil

Vaga ou prejuízo

Coritiba precisa vencer o ASA por dois gols de diferença, hoje, no Couto Pereira, para continuar sonhando com as cifras milionárias do torneio

Jogadores do Coritiba em ação no Centro de Treinamentos da Graciosa antes da partida contra o ASA: vitória para evitar cobranças, prejuízo e reclamações | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Jogadores do Coritiba em ação no Centro de Treinamentos da Graciosa antes da partida contra o ASA: vitória para evitar cobranças, prejuízo e reclamações (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

A possibilidade de deixar de ganhar pelo menos R$ 4,1 milhões de reais com o principal torneio mata-mata do país é o que estará em jogo para o Coritiba, hoje, às 19h30, quando enfrenta o ASA-AL, na partida de volta da segunda fase da Copa do Brasil. Preocupação de quem sabe muito bem o quanto se pode ganhar com o torneio nacional.

No ano passado, quando chegou à final e a premiação era menor, o time coxa-branca faturou R$ 2,5 milhões. Na atual temporada, a última sem os times que disputam a Libertadores, outros R$ 3,7 milhões podem entrar no cofre do clube caso o título inédito ocorra – o Alviverde já embolsou R$ 440 mil nas primeiras duas fases.

Essa conta leva em consideração apenas a premiação oficial paga pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). As cifras ficam ainda mais robustas graças a outros dois pontos. O primeiro, as bilheterias – que rendem muito em jogos decisivos. A final de 2011 entre Coritiba e Vasco, no Couto Pereira, por exemplo, teve uma renda bruta de quase R$ 900 mil e líquida de R$ 437 mil. A segunda fonte de dividendos é a valorização da marca do clube no mercado, consequência do sucesso em campo.

"A importância maior é não sair prematuramente em uma competição que nós fizemos a final no ano passado. Isto seria até um pouquinho vergonhoso", defende o meia Tcheco, puxando para o lado esportivo. Para que isso não ocorra, o time precisa vencer por dois gols de diferença. Caso ganhe por 1 a 0, o confronto vai para os pênaltis.

Mas o próprio jogador, que após o Paranaense e a Co­­pa do Brasil irá trabalhar fora dos gramados, sabe da impor­tância da classificação de hoje para o caixa do clube. "Financeiramente, seria um estrago muito grande. Ainda mais com as pretensões que o nosso presidente tem de acabar com as dívidas de uma vez por todas", ressalta.

O presidente citado, Vil­­son Ribeiro de Andrade, sempre lembra que assumiu o Coritiba com R$ 66 milhões em dívidas e que paga R$ 1,5 milhão por mês só para quitar os débitos. Por causa disso, a busca por reforços tem sido criteriosa, já que, sem verba sobrando, o clube não pode errar.

"O mais importante para nós era entrar para a história", ressalta o zagueiro Emerson, referindo-se ao vice-campeonato de 2011. "Lógico que tem um retorno financeiro bom também, tanto para os jogadores como para o clube, o que não deixa de ser importante", completa o artilheiro do time no ano – 8 gols.

O famoso bicho que os atletas ganham cada vez que passam de fase também foi destacado pelo lateral-esquerdo Eltinho. "A recompensa se a gente fosse campeão ia ser muito boa. Infelizmente, não conseguimos. O dinheiro motiva também", admite.

Serviço:

Coritiba x ASA-AL às 19h30, no SporTV2

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