
Domingo, no auge da concentração antes do Atletiba, terá de sobrar tempo para os ajustes também no visual. Garra, técnica, rivalidade e estilo estarão em campo no clássico. Padronizados pelos uniformes, são os acessórios e os detalhes que diferenciam os jogadores. Para melhor ou pior.
Navegue pelas fotos abaixo e acompanhe a opinião da editora Danielle Brito e a repórter Larissa Jedyn, do Viver Bem, sobre diferentes estilos de cabelo e chuteiras.
Os cuidados com a aparência são adotados por vários atletas e servem de motivo para brincadeiras da turma mais desconectada com a moda. A vaidade é revelada dos pés à cabeça. A chuteira pretinha básica perdeu o glamour e a tendência é calçar as mais coloridas possíveis.
"Hoje tem várias chuteiras no mercado. Então a minha é normal. O pessoal brinca comigo dizendo que tenho personalidade por usar uma chuteira daquelas, mas eu respondo: Não é personalidade, é necessidade, pois só tenho essa. Jogo com ela desde Portugal, vem dando certo e por isso não tiro. Espero acertar um chutinho de fora da área que possa nos dar a vitória", torce o lateral-esquerdo do Coxa, Luciano Amaral, com seu moderno modelo laranja.
"Chuteira depende do estádio. Na Arena tem de ser com trava alta e a minha é preta. Mas gosto muito dessa cor branca (que estava usando). Vou ter de esperar qual será a situação do gramado", disse o lateral-esquerdo Alex Sandro, do Atlético.
O critério técnico do jogador atleticano contrasta com a escancarada vaidade de companheiros e oponentes de domingo. "O adversário também faz isso e não pode falar nada. Tem jogador aqui no Brasil que é cheiroso para caramba. Só não vou revelar quem é. Mas é legal, tem de ser vaidoso mesmo, faz parte. Aqui tem uns caras que gostam de se cuidar: o Pedro Ken, o Marcelinho com o cabelo dele, o Carlinhos Paraíba, o Vanderlei", entregou o zagueiro Jéci.
"Eu não faço parte desse grupo, mas todo mundo tem o seu ritual. Acho que o mais vaidoso é o Marcelinho. A gente até chama ele de Tiririca, mas ele é bem vaidoso. (risos)", revelou o goleiro alviverde Édson Bastos.
O cuidado com as madeixas é proporcional ao comprimento. Carlinhos Paraíba diz passar 20 minutos cuidando do cabelos todos dias.
Wesley tem horário marcado no salão às vésperas dos jogos. Anteontem ele soltou as tranças e amanhã, antes da concentração rubro-negra, irá refazer o penteado para ficar bem no gramado.
"Eu gosto de me cuidar, de passar um leite de colônia no rosto, de tratar o cabelo. Eu sou pretinho, né, tenho de dar um jeito no penteado. Pus aplique para o cabelo crescer e agora já posso fazer as tranças com meus próprios fios. Uns dias antes eu fico com ele soltão, bem black power mesmo. E nem dá para colocar boné porque fica parecendo o Bozo", conta o atacante, integrante da turma rastafári do Furacão ao lado de Alex Sandro, Choco, Carlão e Claiton.
Com as joias limitadas pelos árbitros por questão de segurança, há quem as cubra com ataduras nos punhos, como o lateral Nei, do Atlético. Ou adote nos braços bandanas coloridas para secar o suor.
Tanto cuidado dura até o apito do árbitro. "Depois que a bola rola você esquece de tudo, cabelo, dente, tudo", garante Jéci. Mas, no intervalo, dá para fazer para uns retoques...
Conteúdo extra
Veja mais imagens do visual dos jogadores, comentadas pela editora Danielle Brito e a repórter Larris Jedyn, do caderno Viver Bem (www.gazetadopovo.com.br/esportes).















