Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Brasileiro

Vanderlei tenta agora controlar a ansiedade

Confirmado para enfrentar amanhã o Corinthians, goleiro não tirou as luvas nem para dar entrevista. Ele não defende o Coxa há 90 dias

O goleiro Vanderlei (esquerda) assumirá no jogo de amanhã a posição do amigo Édson Bastos | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
O goleiro Vanderlei (esquerda) assumirá no jogo de amanhã a posição do amigo Édson Bastos (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Noventa dias após vestir pela última vez a camisa 1 do Coritiba – na goleada sobre o Vasco, no primeiro turno do Brasileiro –, o goleiro Vanderlei não esconde a ansiedade pelo retorno. Amanhã, contra o Corinthians, no Couto Pereira, o arqueiro de 1,95 m será o substituto de Édson Bastos, que perdeu a posição por falhas recorrentes nas últimas rodadas.

Após o treino de ontem, em plena entrevista coletiva, suas luvas denunciavam o tamanho da saudade. "Estava trabalhando", justificou o jogador de 27 anos, que não tirou as companheiras nem para falar com a imprensa. "Tenho de estar preparado sempre, né? Não imaginava isso [ida de Édson Bastos para o banco], sempre torço pelo companheiro. Mas estava trabalhando e preparado para quando a oportunidade aparecesse", continuou.

Mesmo no período no qual esteve na suplência, trabalhar foi o verbo mais conjugado pelo novo dono da meta alviverde. Se Édson Bastos atuou por 4,5 mil minutos (50 partidas), em nove meses de temporada, Vanderlei teve de se contentar com ínfimos quatro jogos – 360 minutos – e muitas sessões extras de treino.

Tudo para estar pronto para o momento que mistura felicidade e tristeza pelo colega. "Não é [fase] ruim, cara. Isso acontece com todos. Vai acontecer comigo, com o Rogério [Ceni], com o Mar­­cos, com qualquer goleiro. Ele só tem de levantar a cabeça e trabalhar. É um cara de grupo, que sempre me deu apoio", defendeu Vanderlei.

A pressão que estava depositada nos ombros de Bastos depois da falha capital na decisão da Copa do Brasil foi potencializada após novos erros (no Atletiba e contra o Atlético-GO) e tornou sua permanência insustentável. Prestes a assumir a posição, o paranaense de Porecatu, na Re­­gião Norte do estado, sabe que também tem um alvo nas costas. "A falta de ritmo [de jogo] sempre atrapalha e faz muito tempo que não jogo. Mas tenho de superar. A gente vinha tra­­balhando com o Marcelo [Gia­­comelli, preparador de goleiros]. É superação para ajudar o Coritiba", fala, respaldado pelo técnico.

"É um goleiro que jogaria em qualquer equipe grande. Traba­­lhou muito, sempre muito companheiro e comprometido. É muito preparado para jogar. Espero que aproveite a oportunidade e faça uma grande partida", apontou Oliveira.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.