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Vasco decreta a morte simbólica do Botafogo

Enquanto o time cruzmaltino ainda sonha com a Libertadores, Cuca tem de fazer mágica para ajustar a equipe

Rio – O Maracanã se transformou em uma espécie de Coliseu ontem, com dois guerreiros feridos se digladiando pela sobrevida no Brasileiro. Ao derrotado, uma morte simbólica. Vasco e Botafogo, outrora freqüentadores do grupo de elite do torneio e agora amargando crises severas, fizeram um jogo brigado, nervoso, com duas expulsões e dez cartões amarelos. O resultado de 2 a 1 para o Vasco interrompeu uma série de quatro derrotas e levou o time à sétima posição, com 43 pontos.

O Botafogo, agora com cinco tropeços consecutivos, continua a descer a ladeira. É o 11.º colocado, com 42 pontos, quatro a mais que o Corinthians, o primeiro da zona de rebaixamento.

O triunfo também anima o Vasco para o duelo capital contra o arquiinimigo Flamengo, na quinta-feira, em jogo adiado da sétima rodada. Com o mesmo número de pontos, quem vencer ainda poderá sonhar com a Libertadores – o Grêmio é o quarto colocado, com 51 pontos.

Celso Roth foi brindado com coro de burro porque tirou Conca e pôs Andrade. Mas, no fim, ele saiu do "Maior do Mundo" com o gostinho do sucesso. O time cruzmaltino começou o jogo com tudo, ignorando o cansaço pela viagem do meio da semana ao México.

A estratégia mostrou-se eficiente logo aos 8 minutos. Marcelinho tabelou com Perdigão, invadiu a área e serviu Leandro Amaral, que abriu o marcador. O Fogão chegou ao empate no segundo tempo com Reinaldo. De forma desordenada, a equipe de Cuca passou a buscar a vitória, enquanto o Vasco segurava o jogo com faltas. Foram mais de 40. O resultado foi a expulsão de Amaral, aos 38 minutos. Foi aí que a sorte voltou a torturar os botafoguenses. Aos 41, Jorge Luiz, aproveitando cobrança de falta, acertou uma cabeçada no ângulo de Júlio César.

Ainda teve tempo para Enílton ser expulso.

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