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A vingança rubro-negra falhou. O Atlético planejava devolver ao Paranavaí pelo menos parte do sofrimento causado pelas duas derrotas no Campeonato Paranaense. Não deu certo. Nem a presença do time completo e muito menos o fato de jogar na Arena serviram para derrubar o algoz da capital. Com o 1 a 1 de ontem o ACP chegou a cinco jogos de invencibilidade na temporada contra os três principais clubes do estado. O resultado embolou a classificação do Grupo B e os quatro times mantêm chances de chegar às semifinais.

O golpe foi profundo. O Atlético saiu vaiado de campo. De cabeça quente, o zagueiro Danilo bateu-boca com a torcida.

Um desgaste inoportuno às vésperas do jogo mais importante do clube no ano até aqui. Quarta-feira o time recebe o Vitória e precisa vencer por 3 a 0 para seguir na Copa do Brasil.

A diretoria fará uma promoção para tentar a reconciliação com o público e o apoio necessário na tentativa de não desperdiçar o planejamento do primeiro semestre. Os ingressos custarão R$ 15 (atrás dos gols) e R$ 20 (retas).

Além de recuperar os fãs, o Atlético terá de restabelecer a confiança. Quatro dos últimos três resultados foram decepcionantes. Ao empate de ontem somam-se o 1 a 0 para o mesmo Paranavaí e o 4 a 1 para o Vitória – apenas a goleada de 5 a 0 sobre o Rio Branco valeu a pena. Outra necessidade urgente do técnico Vadão, que ontem chegou aos 150 jogos pelo clube – será descobrir como escapar da marcação, provável arma dos baianos.

Ontem o Atlético não soube como fazer isso. A retranca adversária foi um tormento. Quando não funcionava, as faltas seguravam o Furacão. O excesso foi punido com cinco cartões amarelos para o Vermelhinho. Poderiam ser mais se o árbitro Maurício Batista dos Santos atendesse à reclamação de pênalti sobre Ferreira logo aos 4 minutos.

O meia era um dos retornos esperados. Cléber, Evandro e Alex Mineiro também reforçaram o time. E ajudaram. Cléber fez pelo menos três boas defesas, Evandro se movimentou bastante e Alex Mineiro fez o que mais sabe: gol.

Mesmo marcado o tempo todo, o jogador conseguiu incomodar. Numa de suas escapadas, foi barrado por Agnaldo com um rapa dentro da área. Ele mesmo cobrou a penalidade e chegou ao 15.º gol do ano e 13.º no Estadual, assumindo a artilharia isolada.

O Paranavaí também desempenhou com eficiência sua principal característica: ser um visitante abusado (perdeu apenas duas das dez partidas fora) e não se intimidar diante dos grandes. Já havia empatado com o Coritiba e batido Paraná e Atlético duas vezes.

A equipe conseguiu o empate aos 29 do segundo tempo. Numa cobrança de falta, Nei marcou contra (o árbitro deu gol para Gilbert Flores) e manteve a fama do carrasco vermelho.

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