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Tênis

"Volta por cima" motiva campeão olímpico

Principal nome do Brasil Open, em Curitiba, chileno Nicolás Massu inicia retomada para deixar o 90º posto do ranking

Massu: sem explicação para a má fase | Hrvoje Polan/AFP
Massu: sem explicação para a má fase (Foto: Hrvoje Polan/AFP)

As atenções no Brasil Open Series, challenger da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), disputado até domingo no Gra­­ciosa Country Club, em Curi­­tiba, se dividem entre dois atletas: o novato Tiago Fernan­­des, de 17 anos, e o chileno Nico­­lás Massu, 30, cabeça de chave nú­­mero 1 do torneio.

Enquanto o brasileiro desfruta do prestígio pós-título do Aberto da Austrália juvenil (um dos quatro campeonatos mais importantes do circuito mundial), vencido em janeiro, o veterano desperta o interesse do público por causa da história no esporte.

Massu já foi top 10 do ran­king. Já eliminou Gustavo Kuer­­ten em um dos melhores mo­­mentos da carreira do tri­­cam­­­­peão de Roland Garros. Tem no currículo duas medalhas de ouro olímpicas (Atenas-04), uma delas conquistada ao lado do compatriota Fernando Gon­­zález, na disputa por du­­plas.

É por tudo isso que a garotada vive correndo atrás do chileno. Até os treinos de Massu são concorridos. Ontem à tarde, o público que aproveitou o feriado em homenagem a Tiradentes para acompanhar o challenger curitibano, se esticava na busca de um bom ângulo para ver o tenista bater bola.

O jogador gosta do assédio, da posição de alvo a ser batido, mas não está completamente satisfeito. A 90.ª colocação na lista da ATP incomoda. Ele quer mais. "Sei que tenho ní­­vel para estar junto dos me­­lhores do mundo", afirma, com convicção.

É pensando em voltar a figurar mais perto de Roger Federer, Novak Djokovic e Rafael Nadal, os líderes da classificação, que o chileno decidiu vir a Curitiba. "Quero melhorar o meu ran­­king. Para isso esses pontos são muito importantes", diz, en­­quanto ajeita a munhequeira no pulso, último passo no ritual pré-quadra. "Tenho metas curtas. A minha ideia é fechar o ano entre os 50. Depois, tentar ficar entre os 30. Aí sim penso em voltar a ser top 10", argumenta ele, um dos principais responsável por manter o Chile na elite da Copa Davis, a mais importante competição entre nações do tênis.

Massu não sabe explicar ao certo os motivos da queda re­­pentina. Prefere traçar um paralelo para justificar a confiança na reviravolta. "(O tênis) É como na vida. Em um momento você está bem, já o ano seguinte não é tão bom. Na sequência você melhora... É assim", fala, apressando o término da entrevista. Precisa iniciar a sessão de treinos para confirmar a expectativa no jogo de hoje, no fim da tarde (sem horário confirmado), contra o alemão Dominik Meffert, o mesmo que eliminou a outra atração da disputa, o brasileiro Tiago Fer­­nandes. E assim fazer valer a es­­tada na ca­­pital paranaense.

Serviço: As disputas do Brasil Open Series seguem hoje, a partir do meio-dia, no Graciosa Country Club. Não há cobrança de ingresso.

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