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Brasileiro

Voo mais alto

Depois de entrar no G4, Atlético almeja ganhar mais uma posição para disputar a Libertadores sem depender da final da Sul-Americana

O técnico Sérgio Soares quer o time preocupado apenas em somar pontos: assim, se o Cruzeiro der mole, perde a terceira posição | Marcelo Elias/Gazeta do Povo
O técnico Sérgio Soares quer o time preocupado apenas em somar pontos: assim, se o Cruzeiro der mole, perde a terceira posição (Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo)
Atlético e Grêmio são os times com as melhores campanhas do segundo turno. Veja: |

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Atlético e Grêmio são os times com as melhores campanhas do segundo turno. Veja:

O gol no fim do jogo com o Pru­­dente colocou o Atlético no so­­nhado G4. Mas se a ascensão na tabela foi motivo de festa na Bai­­xada, os resultados da rodada também acenderam de vez uma perspectiva mais ambiciosa para os rubro-negros. Faltando três jo­­gos para o fim do Brasileiro, o clube está quatro pontos atrás do Cruzeiro, terceiro colocado. Uma distância que pode ser superada. E que pode fazer a diferença en­­tre estar ou não na Libertadores de 2011.

A explicação é simples. En­­quanto a terceira colocação assegura a participação no torneio con­­­tinental, independentemente de outras situações, a quarta posição obriga a equipe a torcer contra os brasileiros na atual edição da Sul-Americana. Se Palmeiras ou Goiás, que começam a disputa da semifinal amanhã, for o campeão, rouba a vaga que seria do último co­­locado do G4 no Brasileiro.

Por isso, o Atlético não vai tirar os olhos de Cruzeiro, Palmeiras e Goiás. Da mesma maneira, não pode se descuidar nos próximos três embates, para não acabar fora até mesmo do G4. O primeiro desafio é o mais importante, um confronto direto com o Grêmio, 6.º colocado, com 54 pontos, dois a menos que o Furacão. A partida de sábado é uma decisão para o Ru­­bro-Negro, que, se derrotado, passa a depender de um tropeço dos gaúchos e talvez até do Botafogo para voltar à zona da Libertadores. O Fogão (56 pontos, em 5.º) segue firme na briga pelo G4, enquanto o São Paulo ainda tem ínfimas chances ma­­temáticas.

A briga pelo quarto lugar é tão dura quanto pode ser inglória. Isso porque a final da Sul-Americana ocorre depois da rodada decisiva do Brasileiro. Quem fechar o G4 terá de ficar na torcida contra o brasileiro finalista para não sentir a frustração de "estar" na Li­­ber­­tadores por apenas três dias.

"Estamos a quatro pontos do Cruzeiro. É evidente que ficamos de olho no desempenho deles, contando com um tropeço. Den­­tro da nossa realidade, seguimos ao máximo para conquistar os pontos que nos são possíveis", comentou o técnico atleticano Sérgio Soares. "E, claro, torcemos ao máximo para ter uma situação que nos deixe independentes do re­­sultado da Sul-Americana", com­­plementou.

Essa independência na tabela depende de um deslize do Cru­­zeiro, que nas últimas três rodadas conquistou apenas três pontos dos nove disputados (com uma vitória e duas derrotas). No mesmo período, o Rubro-Negro subiu do 8.º para o 4.º lugar, confirmando a arrancada dada no returno, com a segunda melhor campanha entre os 20 clubes na segunda metade da Série A: 65% de aproveitamento. À frente, apenas o Grêmio, com rendimento de 76%.

A disputa entre os três candidatos à última vaga no G4 passa por confrontos diretos e contra os ameaçados de rebaixamento. De­­pois do Grêmio, o Furacão en­­frenta o Ceará, sem maiores pretensões no campeonato, e, na última rodada, o Avaí, que luta para fugir do rebaixamento.

Já o Botafogo enfrenta em casa Internacional e Prudente, e sai para o duelo direto com o Grêmio. Depois do jogo contra o Atlético, o time do técnico Renato Gaúcho busca três pontos contra o Gua­­rani, ameaçadíssimo na ZR.

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