Ele sempre afirma que foi um dos responsáveis pela montagem do time que levou o Paraná à Libertadores em 2007. Orgulho que, naturalmente, nunca irá esquecer. Mas em seu retorno à Vila Capanema, após dois anos, o observador Will Rodrigues planeja ficar conhecido também por outro motivo: ter ajudado no retorno do Tricolor à Primeira Divisão em 2010.
"Eu vim para montar uma equipe visando ao Brasileiro. É nisso que nós estamos concentrados no momento", diz o olheiro. O que não significa que novas contratações não possam pintar ainda para o Paranaense a competição permite inscrições até o término da 1ª fase, na metade da semana que vem.
No entanto, é melhor não prometer nada. "Estamos correndo atrás, procurando muito. Mas não podemos iludir a torcida. Os bons jogadores estão atuando, é muito difícil que eles sejam liberados. Então, só se algo diferente acontecer", revela Rodrigues. "A verba é para o Nacional", completa.
O seu retorno foi motivado por uma "correção de rota", como definiu o vice-presidente de futebol Márcio Villela. Para garantir a continuidade do técnico Paulo Comelli (destaque na campanha que salvou o Tricolor da Terceirona) em 2009, o Paraná aceitou dar carta-branca ao treinador para que ele trouxesse os seus "homens de confiança".
Não deu certo. E, a partir de agora, o clube reassume a responsabilidade sobre os reforços, com Rodrigues e o gerente de futebol Beto Amorim, que ganhou mais poderes.
Ontem, o observador esteve por quase toda a tarde reunido com Villela na Vila Capanema. O principal assunto, é claro, foram os atletas já garimpados.
"Cheguei hoje de viagem (ontem) e no fim de semana tenho outra marcada, para Minas Gerais (ele já passou por Goiás e interior paulista). Tenho assistido jogos o dia inteiro, em DVD, ao vivo, tevê aberta, pay-per-view, não sei mais o que é ver um filme", diz.
Cria do ex-diretor do Paraná Vavá Ribeiro, hoje "persona non grata" para muitos paranistas, Will garante que, há tempos, caminha com as próprias pernas juntos, os dois revelaram, com a camisa do Paraná, o zagueiro Gustavo (Cruzeiro), o meia Maicosuel (Botafogo) e o atacante Borges (São Paulo), entre outros.
"Tenho muita amizade com o Vavá, mas não conversamos sobre jogadores. Assim como tenho uma ótima relação com os atuais diretores. Sempre fui respeitoso, por isso encontrei as portas abertas para a minha volta".



