
Presença constante no time titular do Coritiba nas últimas partidas, depois da lesão de Leandro Donizete, o volante Willian afirmou, em entrevista à rádio Transamérica na manhã desta quinta-feira (24), estar satisfeito com a sequência de jogos inédita na carreira profissional, ciente da responsabilidade que é substituir um ídolo da torcida.
"Estou muito o muito feliz, pois estou no profissional há 4 anos e nunca tive sequência como tive neste ano. Substituir o Donizete não é fácil. É uma grande responsabilidade fazer isso dentro e fora de campo", disse o volante.
Willian revelou um aspecto de Leandro Donizete, jogador tímido nas entrevistas, fora de campo. "Eu sou brincalhão, mas ele é terrível. Atenta todo mundo. Quando ele não está relacionado, o CT vira um silêncio. É muito importante ter um grupo descontraído", afirmou.
O espelho para Willian está dentro do elenco: é Leandro Donizete, justamente o jogador que é substituído. "Dos que eu vi jogar no Coritiba, meu ídolo é o Donizete. Na minha adaptação importante ficar observando. Foi ficar olhando o Donizete jogar para aprender, pois ele tem uma regularidade incrível. Na história, admiro o Pachequinho, e o (Dirceu) Krüger, que não são da minha função, mas são símbolos", explicou.
Cria do Malutrom
O volante Willian, de 21 anos, começou o caminho de atleta no futebol de areia e fez a transição para o campo no então Malutrom, atual Corinthians Paranaense. A extinção da categoria que o jogador atuava no clube o colocou no caminho do Coritiba. "Fiquei um ano e meio no Malutrom e aí acabou o pré-mirim, pois cortaram custos. Eu tinha de 9 para 10 anos. Para não perder jogadores, eles fizeram amistosos contra Coritiba e Paraná. Na época, o Atlético não tinha essa categoria. O Coritiba me chamou para duas semanas de avaliação com os professores Miro e Aramis e eu acabei ficando", contou.



