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Vôlei

Zebra londrinense festeja o súbito sucesso

Equipe paranaense, montada às pressas entre outubro e novembro, pode chegar hoje à noite a sexta vitória consecutiva na Superliga Nacional

Jogadores do Londrina treinam com a confiança proporcionada pelas cinco vitórias consecutivas na Superliga, mas sem deixar a cautela de lado | Gilberto Abelha/ Jornal de Londrina
Jogadores do Londrina treinam com a confiança proporcionada pelas cinco vitórias consecutivas na Superliga, mas sem deixar a cautela de lado (Foto: Gilberto Abelha/ Jornal de Londrina)

Mais do que a invencibilidade de cinco jogos, o Londrina/Ser­­comtel defende hoje a estabilidade assegurada na Superliga masculina de vôlei. Um time montado às pressas e com pretensões modestas corrigiu o início ruim de competição e pode confirmar o bom momento esta noite, contra o Medley/Campinas, às 20h30, no Moringão.

Uma vitória é considerada ainda mais importante do que a façanha conquistada durante a semana, quando a equipe bateu o poderoso Vôlei Futuro. "Nada adianta vencer os grandes se não conseguirmos os resultados contra os nossos adversários diretos, como é o caso do Medley/Cam­­pi­­nas. O jogo é perigoso", prevê o téc­­nico Carlos de Almeida, o "Chi­­quita", sem ilusões mesmo após a série de triunfos que começou com Soya/Blumenau/Mart Plus (SC), Fátima/Med­quí­mica/Sogipa (RS), Volta Redonda (RJ) e Santo André/Spread (SP).

"Este momento é ao mesmo tempo gratificante e efêmero. Estamos em um bom nível, mas sabemos que nossos patamares são realistas", acrescenta.

A equipe londrinense foi mon­­­tada em poucas semanas e apenas um mês antes da estreia na principal competição de vôlei no país. Com a concorrência mais bem remunerada e adiantada nas contratações – inclusive de estrelas da seleção nacional –, a estratégia foi repatriar jogadores sem renome.

"O mercado externo está em baixa como reflexo da crise econômica e alguns atletas mais velhos tinham o interesse de voltar", explicou o treinador. Ele mesmo estava fora e deixou o Japão para assumir o Londrina.

Além dele, seis jogadores, dos 17 integrantes do elenco, voltaram ao Brasil. O time contava ainda com dois estrangeiros: o meio de rede Marc Onore (Tri­­nidad e Tobago) e o ponteiro Ro­­bert Tarr (EUA). Uma proposta do Catar, entretanto, levou o norte-americano e atrapalhou ainda mais a equipe, que precisou se adaptar a outro estilo de jogo com a entrada de Renato.

O jeito foi forçar a parte física e ganhar conjunto durante os jogos. Resultado. Cinco derrotas e apenas uma vitória na largada da competição. "Nosso time vem crescendo muito, no começo da Superliga foi meio difícil, pois estava faltando um pouco de entrosamento, de ritmo. Nosso time não tem um investimento muito alto, mas nosso objetivo é chegar aos playoffs. Hoje o time melhorou, mas temos que ter os pés no chão", analisa o levantador Guilherme um dos destaques da equipe.

"Montamos a equipe em cima da hora com o primeiro pensamento de ficar entre os dez primeiro para garantir vaga na próxima temporada. Agora queremos estar entre os oito melhores para passarmos à próxima fase", afirma o presidente do time, Luiz Maccagnan, animado com os bons resultados, responsáveis por aos poucos conquistar a torcida londrinense.

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