O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca a atuação de Lula para estancar a crise no STF.
Segundo a reportagem da Folha de S.Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu pessoalmente a articulação política para tentar conter a crise que se instalou no Supremo Tribunal Federal após o agravamento do embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Nos bastidores, Lula passou a atuar para preservar a estabilidade institucional da Corte e evitar que o conflito produza novos desdobramentos políticos e eleitorais. A estratégia do Planalto inclui reforçar o apoio ao STF como instituição, ao mesmo tempo em que busca isolar as iniciativas de Mendonça que ampliaram a crise, especialmente após decisões relacionadas à Polícia Federal e às investigações que envolvem o caso Banco Master.
De acordo com a reportagem, o governo avalia que a escalada do confronto entre ministros ameaça contaminar o ambiente político e atingir diretamente a campanha de reeleição de Lula. Por isso, o presidente mobilizou auxiliares próximos, integrantes da Advocacia-Geral da União e articuladores políticos para construir uma saída institucional para o impasse. A preocupação do Planalto é impedir que a crise seja interpretada como um embate entre o governo e o Supremo ou que fortaleça narrativas da oposição em meio ao período eleitoral.
Campanha quer descolar Lula de Moraes sem confrontar Mendonça
A decisão do ministro do André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, indicado por Lula, sob acusações de espionagem e monitoramento ilegal, arrastou o presidente para o centro da crise institucional. E acionou o sinal vermelho na campanha petista.
Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Rodrigues ao cargo, com a determinação adicional de que sua decisão seja submetida exclusivamente ao plenário da Corte. A medida contrasta com a tomada na véspera por Mendonça, que submeteu a ordem apenas à Segunda Turma da Corte e que formou maioria para manter o afastamento.
Até a semana passada, o time de campanha de Lula comemorava o esquecimento, por parte da imprensa, do caso Lulinha, relacionado ao filho do presidente, Fabio Luiz da Silva, e à empresária Roberta Luchsinger. As atenções estavam voltadas para a quebra do sigilo do inquérito sobre o Banco Master pelo ministro Mendonça, que trouxe à tona mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro dirigidas ao ministro Alexandre de Moraes.
Empresários e personalidades assinam manifesto por apuração de denúncias no STF
Um manifesto assinado por 157 empresários, executivos, economistas, cientistas e personalidades cobra investigação completa, célere e independente sobre fatos recentes envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades dos Três Poderes.
O documento também defende o afastamento cautelar de autoridades que venham a ser formalmente investigadas e a criação de um código de conduta vinculante para as cortes superiores e órgãos de investigação e acusação.
Intitulado “Pela lei e pelo Brasil”, o manifesto será publicado na edição impressa do Estadão desta quarta-feira (9). A articulação do documento começou na semana passada, por iniciativa do grupo “Integridade das Instituições dos Três Poderes”.
O movimento ganhou força após as revelações de uma troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
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