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Gazeta Agora

Gazeta Agora: Lulinha está na mira da PF, mas operação gera controvérsia com governistas

Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca a operação da PF contra Lulinha, que gera desconforto no Planalto.

Uma das fases da investigação que apura suspeitas de tráfico de influência e lavagem de dinheiro envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria incomodado aliados do petista e provocado animosidade entre governistas e uma ala da Polícia Federal.

O motivo seria o nome escolhido para batizar uma das etapas da apuração: "Elli". Ela gerou leituras dentro do entorno presidencial de que se trataria de uma referência velada ao "Faz o L", gesto e bordão que se tornou marca registrada das campanhas eleitorais de Lula.

Na prática, Elli pode ser um nome próprio, apesar de não haver indícios de investigados com esse nome nos inquéritos. O significado pode estar ligado também a uma palavra de origem hebraica que significa "luz" ou “o meu Deus”. A PF não se pronunciou para explicar o significado do nome da fase da operação.

Porém, a interpretação de que haveria uma provocação por trás do nome não demorou a circular entre pessoas próximas ao presidente. Aliados de Lula teriam afirmado que a escolha só poderia ter sido feita com a intenção de remeter ao bordão histórico das campanhas petistas, levantando uma suspeita de que o batismo da operação tinha viés político, às vésperas das eleições.

Moraes diz que modelo eleitoral “faliu” e defende voto distrital misto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o atual modelo eleitoral “faliu” e defendeu a adoção gradual do voto distrital misto. Moraes deu a declaração ao ser homenageado pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP).

“A mãe de todas as reformas é uma reforma política… Esse modelo eleitoral faliu, porque produz candidatos e eleitos que não tem vinculação nenhuma a partidos, que se preocupam muito mais em ficar fazendo live da Câmara do que discutir o projeto que está sendo aprovado e que enfraquecem o Congresso”, disse. 

“Eu defendo há muito tempo, desde o tempo de promotor, que o Brasil saia do proporcional puro e vá para o distrital misto. Podemos começar com 30% distrital. Daí, na outra, 40%, 60%. Mesmo no distrital misto, temos que pensar se não é hora de fazer lista fechada, como em outros países”, acrescentou.

Decisão do STF sobre Maria da Penha pode inibir contratação de mulheres

decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que abriu as medidas protetivas da Lei Maria da Penha para casos sem relação doméstica, familiar ou afetiva, tomada na quarta-feira (19), pode produzir efeitos sociais que vão além dos processos judiciais.

Ao levar o alcance da lei para conflitos entre vizinhos, colegas de trabalho, estudantes e pessoas que nem sequer tiveram um relacionamento, o novo entendimento pode tornar essas relações mais defensivas e até criar um incentivo para que empresas evitem contratar mulheres por receio das consequências de conflitos entre funcionários.

“Com essa nova interpretação do STF, virtualmente qualquer mulher pode pedir uma medida protetiva contra qualquer homem, por qualquer motivo. É uma ampliação gigantesca de possibilidades. Vai poder haver, como foi no caso paradigma, vizinha pedindo medida protetiva contra vizinho, ou colega de trabalho, colega de faculdade…”, afirma o advogado criminalista Túlio Vianna, professor titular de Direito Penal da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com isso, a lógica das medidas protetivas tende a avançar sobre relações cotidianas antes alheias à Lei Maria da Penha, criando mais cautela e desconfiança no convívio social, observa ele.

Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.

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