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Gazeta Agora: no fórum de Gilmar, Moraes diz que redes “não são terra de ninguém”

Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca, entre outros assuntos, o Fórum de Lisboa, evento realizado em Portugal e idealizado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o 14º Fórum de Lisboa, evento conhecido como Gilmarpalooza por ser organizado pelo Instituto de Direito Público (IDP), do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, o ministro Alexandre de Moraes defendeu que é um dever dos países regulamentarem as redes sociais.

Em seu discurso no painel "Democracia, Populismo e Polarização Ideológica", nesta segunda-feira (1º), o magistrado chegou a citar o papa Leão XIV e ironizar, dizendo que não se poderia chamar o Pontífice de comunista. A citação ocorreu para introduzir trechos da encíclica Magnifica Humanitas, em que o Santo Padre defende a necessidade de se criar "instrumentos normativos adequados, capazes de salvaguardar a justiça e de conter os efeitos nocivos do poder tecnológico"

"É dever, não é mais só um direito, é dever dos Estados, é dever da regulamentação. Não uma regulamentação que exija neutralidade, não uma regulamentação que cerceie a liberdade de expressão, não a liberdade de agressão, não o discurso de ódio, não a incitação, ao induzimento ao suicídio. Uma regulamentação que traga poucas questões, que traga como os algoritmos são direcionados", defendeu Moraes.

Operação mira contrato de empresa ligada ao filme de Bolsonaro

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) uma operação para investigar suspeitas de irregularidades em um contrato firmado entre a prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Batizada de “Operação Wi-Fi Livre SP”, a ação apura possíveis fraudes em um acordo firmado para a implantação de pontos de internet gratuita em comunidades da capital paulista. O contrato, inicialmente firmado em R$ 108 milhões, teria recebido aditivos que elevaram o valor total para R$ 157,1 milhões, dos quais pelo menos R$ 26 milhões teriam sido pagos sem a efetiva prestação dos serviços previstos, segundo as investigações.

“O Instituto Conhecer Brasil é o principal alvo da apuração. Também são cumpridas diligências em endereços ligados a empresas que teriam sido subcontratadas para a implantação dos serviços. Houve ainda busca na Secretaria Municipal para obtenção de contratos, prestações de contas e documentos relacionados ao termo de colaboração”, afirmou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) à Gazeta do Povo.

Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda disputarão o segundo turno na Colômbia

O candidato de direita nacionalista Abelardo de la Espriella e o senador Iván Cepeda, candidato do presidente esquerdista Gustavo Petro, foram os mais votados no primeiro turno na eleição presidencial na Colômbia, realizado no domingo (31), e disputarão em 21 de junho quem será o mandatário colombiano até 2030.

O advogado Abelardo de la Espriella, de 47 anos, criou o movimento Defensores da Pátria e é comparado com o presidente argentino, Javier Milei, por defender propostas de liberdade econômica e corte de gastos públicos. Outra semelhança é que o animal-símbolo da sua campanha é o tigre – na corrida vitoriosa pela Casa Rosada em 2023, Milei adotou o leão como “mascote”.

Outras pautas conservadoras que ele defende são as restrições ao aborto e “mão de ferro” contra o crime organizado, o que rendeu outra comparação, com o presidente salvadorenho, Nayib Bukele.

Extremamente crítico ao atual presidente esquerdista da Colômbia, Espriella escreveu em uma mensagem no X em 2024 que Petro dá sinal verde para “toda a macabra cadeia das drogas: desde permitir o plantio, não combater a produção e deixar que seus parceiros do cartel a comercializem, até consumi-las”.

Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e reportagens direto de Brasília.

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