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Gazeta Agora: nova decisão do STF sobre penduricalhos de juízes reacende debate sobre salários

Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca que ministros do STF voltaram atrás e liberaram parte dos “penduricalhos” a magistrados.

Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta sexta-feira (26) para liberar o pagamento de parte dos chamados “penduricalhos” a magistrados. A decisão autoriza a quitação de verbas indenizatórias retroativas adquiridas antes de março de 2026 que estavam suspensas, desde que tenham a legalidade reconhecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O voto conjunto foi apresentado no julgamento virtual dos recursos que contestam a decisão do STF que endureceu as regras para esses pagamentos. O tema segue em análise no plenário virtual da Corte e os demais ministros ainda podem se manifestar até a próxima terça-feira (30).

Os ministros rejeitaram a maior parte dos pedidos apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e por entidades que buscavam flexibilizar as novas regras adotadas pelo Supremo. Com isso, foi mantida a proibição do pagamento de benefícios como auxílio-alimentação, assistência pré-escolar e auxílio-creche.

Valdemar diz que precisa consertar crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, deve se reunir com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta sexta-feira (26) para tentar consertar a crise gerada entre os dois desde o vídeo divulgado por ela na última quarta-feira (24).

Valdemar estava em viagem a Miami, nos Estados Unidos, mas antecipou o retorno para tentar consertar a crise que ele já antecipa que pode causar um forte desgaste eleitoral na pré-candidatura do senador à presidência da República.

“Eu tenho que conversar com a Michelle chegando [de viagem] e com o Flávio, nós temos que acertar isso aí. Se não acertar isso aí, nós já vamos sair perdendo em casa”, afirmou em entrevista à TV Globo.

Motta e Alcolumbre manobram para enterrar CPI do Master

As novas revelações do caso Master aumentaram a pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Enquanto a oposição acusa os dois de atuarem para esvaziar a CPI e a CPMI do Master, analistas avaliam que o calendário eleitoral e o controle da pauta legislativa têm contribuído para empurrar o tema para depois das eleições.

Para a analista política Yolanda Tolentino, os sinais dessa estratégia estão nos movimentos institucionais das duas Casas, e não em discursos públicos. No Senado, Alcolumbre mantém o requerimento de CPI apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) há cinco meses sem leitura, sob o argumento de evitar um "palanque eleitoral". Na Câmara, Motta recorre ao critério da ordem cronológica dos pedidos de investigação para impedir o avanço das apurações.

"A fila não é um procedimento neutro, é gestão de pauta. Com o calendário eleitoral se fechando, ganhar tempo produz o mesmo resultado de uma negativa formal, sem exigir que ela seja dita em voz alta", afirma Tolentino.

Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.

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