No comando da empresária Gisele Mantovani Pinheiro, o Amplação é perante a pandemia é um grande case das chamadas ações antifrágil.| Foto:
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O empreendimento educacional se consagra em meio à pandemia com parceria entre a família e a escola, metodologias ativas e professores preparados

“Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem a serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender”. O professor e escritor Augusto Cury traz nessa afirmação uma síntese do que o Colégio Amplação vem colhendo desde o início da pandemia, o reconhecimento de um caminho corajoso iniciado há 25 anos em prol de uma educação transformadora. E não foi só isso, a fidelização de famílias e a conquista de novos alunos, oriundos de escolas ´tradicionais´, vieram nessa esteira de dedicação da empresária Gisele Mantovani Pinheiro, que construiu seu currículo com ênfase para as mais extraordinárias experiências de ensino do mundo, que inclui Itália e Finlândia, lugares que apostam na metodologia de Reggio Emilia, que acredita que o professor tem como tarefa prioritária o reconhecimento das múltiplas potencialidades do aluno. “Nosso pacote de inovação não veio exclusivamente da leitura de alguns livros. É resultado de vivência e provocação. Eu lembro do nosso primeiro outdoor questionar o mercado de educação como um todo: “O mundo está em constante movimento e a educação do seu filho parada no tempo”, relata a empresária que integra o Conselho Diretor do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná (Sinepe/PR), que acaba de iniciar sua segunda gestão.

“O Amplação sempre teve uma concepção vanguardista, de inovação e transformação da educação trabalhando o socioemocional, a sustentabilidade, pois a educação clamava pela transformação há 10 anos. A escola já precisava se conectar”, sentencia a fundadora do Colégio que soma mais de 1,2 mil estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio, entre 02 e 17 anos. Com a batuta na mão, ela conseguiu orquestrar em apenas três dias um plano de ação para a entrega de um ensino de qualidade de forma remota. “Buscamos dar suporte para que as famílias fortalecidas pudessem trabalhar com as crianças dentro de casa. Partindo do conceito da “Escola de Pais”, do Augusto Cury, que já está no quinto ano conosco”, conta. “Continuar transmitindo o aprendizado com qualidade, vai além de ligar o Zoom ou outra ferramenta de transmissão. Eu já estava segura em relação ao uso porque há anos já dominamos esses recursos. Assim que soubemos da notícia que as escolas iriam fechar, muito rapidamente reuni toda a minha equipe e começamos a pensar em um novo plano de ação para continuar transmitindo um ensino de qualidade remotamente. Montamos três laboratórios e contamos com o suporte de técnicos para cuidar da qualidade de som”, relata sobre as medidas extremamente profissionais.


Por tudo isso, a gestão do Amplação perante a pandemia é um grande case das chamadas ações antifrágil, mas a diretora não considera que isso se restrinja à função de sobreviver aos desafios, deve-se também tirar benefícios para o desenvolvimento. “Eu, como empresária do setor, sempre busquei pensar fora da caixa, e encaro os desafios como molas “propulsoras” que proporcionam vários avanços para continuar em constante movimento, a fim de que a educação siga em frente”, ensina.

Escuta atenta e metodologias ativas

Do ponto de vista de Gisele, a “cereja do bolo” para continuar levando o aprendizado além dos muros da escola, é o exercício diário de uma escuta atenta, para o que continua fazendo sentido para o aluno, quais estão sendo as dificuldades encontradas nesse novo modelo de ensino e a empatia em acolher não só os alunos, mas os professores e as famílias de modo geral. “Toda a transformação demanda muitos esforços contínuos. Vejo um grande avanço na Educação, não vamos voltar para o zero, mas esse movimento exige um olhar atento dos gestores porque o tradicional é sempre mais fácil, exige menos tempo dos profissionais, mas é preciso incluir metodologias ativas que exigem muito mais dedicação da escola e dos professores”, defende.

Segundo Gisele, a educação inovadora “não precisa mais de um diretor de cadeira”, a participação de cada profissional precisa ser muito mais ativa. “Precisamos estar juntos, até porque a única certeza é a mudança”, aponta. Ela explica que a mudança real do mercado como um todo leva tempo e sensibilidade para assimilar, adaptar e detectar, de fato, o que vai funcionar para cada perfil de escola, região e alunos. “Os professores também precisam estar altamente engajados com essa nova realidade. Temos 56 professores, alguns que pensaram em desistir por não terem afinidade com a câmera, mas seguimos firmes como um time e, hoje, temos até TikTokers e Youtubers”, comemora.

Dentre a metodologias ativas aplicadas pelo Colégio Amplação estão: Sala de Aula Invertida, Aprendizagem em Pares, Aprendizagem Baseada em Projetos, Método Jigsaw, Storytelling, Design Thinking e Gamificação. O impacto desse conjunto metodologias e ações em prol de uma educação que faça sentido é colhido do feedback de alunos, ex-alunos e pais. Recentemente, a ex-aluna Luisa Clausen, que cursa a graduação no Canadá, enviou uma mensagem de agradecimento que sintetiza a diferença de se tratar a educação com essa visão de transformação na vida das pessoas. “Hoje sei o valor da educação...O Ampla sempre foi e sempre será uma das partes mais importantes da minha vida, foi onde eu cresci, aprendi o valor da amizade, da lealdade e do estudo...A vida de milhares de crianças foram mudadas por você (Gisele) e pelo seu propósito e tenho orgulho de dizer que fui uma delas”, relatou a ex-aluna em seu depoimento.

O Colégio Amplação é filiado ao LIDE Paraná. Semanalmente nesta coluna o LIDE Paraná trará exemplo de empresas e empreendedores paranaenses que venceram momentos de adversidades e são exemplos a se inspirar em um momento como o que estamos vivendo.