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Embora possua teor político, o filme “Caminho da Liberdade” tem a sobrevivência como tema central.
Embora possua teor político, o filme “Caminho da Liberdade” tem a sobrevivência como tema central.| Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures

O regime comunista da União Soviética enviou, segundo as estatísticas oficiais, 14 milhões de pessoas para os gulags, os campos de trabalho forçado na Sibéria. Destas, pelo menos um milhão morreram no cárcere.

O filme Caminho da Liberdade disponível no Amazon Prime Video, mostra a história de um grupo de prisioneiros que, contra todas as probabilidades, decidiu fugir de uma dessas prisões e percorrer uma longa jornada a pé para fugir do regime totalitário de Stalin.

O drama se passa na década de 1940, e é baseado no livro The Long Walk [A Longa Caminhada], escrito pelo prisioneiro político Sławomir Rawicz, que alegou ter fugido de um gulag – embora haja controvérsias quanto ao grau de veracidade do relato da fuga; outra versão diz que ele simplesmente foi solto em 1942.

O filme tem como protagonista o polonês Janusz Wieszczek (personagem baseado em Rawicz, interpretado por Jim Sturgess), um militar que é detido depois de os soviéticos “libertarem” a Polônia dos nazistas.

Na cena inicial, a esposa dele, com evidentes sinais de tortura, é forçada a fazer acusações falsas contra o próprio marido. É o que basta para sintetizar, em poucos minutos, o poder demolidor da tirania comunista, que não admite nem mesmo a lealdade entre marido e mulher se sobreponha à obediência ao líder supremo.

Detido como espião, Janusz é enviado para um gulag para cumprir uma pena de 20 anos de prisão. A situação em pouco difere dos campos de concentração nazistas: presos apinhados, desnutridos e submetidos a uma carga pesada de trabalho.

Já na chegada, os detentos são advertidos de que a prisão não é feita apenas de cercas e de guardas; a prisão é a própria Sibéria, com sua vastidão de terras ermas e congeladas. “A natureza é seu carcereiro, e ela não tem piedade”, avisa responsável pelo lugar.

Mas nem mesmo as temperaturas baixíssimas da Sibéria foram capazes de conter o anseio pela liberdade. Junto com um grupo de colegas, Janusz conseguiu fugir em meio a uma tempestade de neve – carregando comida suficiente para poucos dias.

Sobrevivência

Dali em diante, o grupo terá de enfrentar a força do clima no final do inverno russo e a desconfiança mútua para superar situações extremas e atravessar a fronteira, deixando para trás a tirania soviética.

O grupo de fugitivos inclui um americano taciturno (interpretado por Ed Harris) e um criminoso russo de temperamento imprevisível (Colin Farrell). Não passa muito tempo até que surjam conflitos internos.

Embora possua teor político, o filme tem a sobrevivência como tema central, e se dedica sobretudo a mostrar como um grupo de homens de origens diversas é capaz de sobreviver em condições improváveis.

Embora possua teor político, o filme tem a sobrevivência como tema central, e se dedica sobretudo a mostrar como um grupo de homens de origens diversas é capaz de sobreviver em condições improváveis.

Lançado em 2010, Caminho da Liberdade tem interpretações convincentes e uma fotografia bem produzida. É, ao mesmo tempo, uma representação realista da desumanidade do regime soviético e um testemunho de que a persistência humana é infinita, desde que alimentada por um propósito maior.

Janusz e seus companheiros de jornada se lançaram em sua jornada com o propósito de superar não apenas as amarras do comunismo, mas também a própria natureza. A busca humana pela liberdade não pode ser suprimida.

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