Um treinamento de diversidade da Coca-Cola diz aos funcionários: “Seja menos branco”, o que equivaleria a ser menos “opressivo, arrogante, defensivo, ignorante”| Foto: EFE/Francisco Guasco
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Todas as grandes empresas americanas agora requerem um treinamento em DEI: diversidade, equidade e inclusão.

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Todas as grandes empresas!

Mesmo.

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Parece responsável. Mas acontece que os cursos da DEI são muitas vezes inúteis e às vezes até racistas.

Em primeiro lugar, vem a bajulação.

Meu novo vídeo sobre a DEI mostra uma conferência que começa com um "reconhecimento da terra". Um funcionário da Microsoft pede desculpas por tirar terras dos "Sammamish, Duwamish, Snoqualmie, Suquamish, Muckleshoot" [N.t. refere-se a tribos americanas], e muito mais.

Acho que até é um gesto bonito. Mas eles não estão devolvendo a terra!

As empresas seguem os movimentos políticos.

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"Elas sentem que têm que fazê-lo", diz o professor Erec Smith, da faculdade de York. "Elas têm que sinalizar para o mundo que estão fazendo algo".

Elas esperam que isso as proteja da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego e de processos judiciais.

Smith já foi um oficial da diversidade. Ele deixou o cargo porque achava que era "inútil".

Ou pior. "Isso torna as pessoas menos propensas a interagir com pessoas diferentes delas", diz ele. "Agora tudo é um campo minado".

Nos treinamentos de diversidade, os funcionários aprendem sobre "microagressões", um discurso que é sutilmente tendencioso.

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"Se você perguntar a alguém o que faz da vida, de alguma forma isso é racista", diz Smith. "Se você aprende isso, então por que você se arriscaria? 'Vou me calar... e não falar com os negros'".

Um treinamento de diversidade da Coca-Cola diz aos funcionários: "Sejam menos brancos". "Ser branco" inclui ser "opressivo, arrogante, defensivo, ignorante".

"Isso não é de forma alguma uma coisa branca", diz Smith. "O objetivo é demonizar o outro lado".

O pior de tudo, apesar dos 3 bilhões de dólares gastos hoje em dia em treinamento da DEI por empresas americanas, é que os treinamentos em DEI não fazem o que deveriam fazer.

Um professor de Harvard analisou estudos sobre esses cursos e disse: "Infelizmente, não encontrei um único estudo que constatasse que o treinamento em diversidade traz mais diversidade para os ambientes profissionais".

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Um estudo diferente da Harvard Business Review analisou dados de 800 empresas e constatou que cinco anos após o início dos treinamento em diversidade, a participação de mulheres negras gerentes diminuiu em 9%.

"Não se trata de dados", diz Smith. "Trata-se de uma tomada de poder".

Aquele que começa nas escolas.

Smith participou de uma conferência de professores de retórica em que o líder da conferência, Asao Inoue, declarou ser racista dar boas notas somente para os alunos que usam inglês padrão.

"Se você usa um único padrão para avaliar a linguagem de seus alunos, você se envolve em racismo… É a supremacia da língua branca".

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Smith enviou um e-mail de grupo em resposta, dizendo que não ensinar o inglês padrão para todos é um desserviço para as crianças de grupos minoritários. Em vez de abordar o ponto de vista de Smith, outros professores o atacaram, chamando-o de racista.

"Você gosta de usar modos de argumentação ocidentais para invalidar pessoas de cor"? "Espero que chegue o dia em que pessoas como você aprendam a verificar seus privilégios".

"Nós somos professores de comunicação", disse-me Smith. "Eu pensei que poderíamos nos comunicar. Eu estava tão enganado. Eu me tornei uma ameaça. Uma pessoa negra dizendo que não há problema em ensinar inglês padrão para alunos negros".

Uma acadêmica chamada Eve acusou Smith de "perpetuar o mal". Outros acadêmicos se uniram para elogiar o "tremendo trabalho" que Eve teve escrevendo o e-mail.

"Eles são vítimas!", eu digo, desnorteado.

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"A questão é essa", responde Smith. "Eles perpetuam a vitimização".

"Isto não é nem lógico! Será que ficaram loucos?" pergunto eu.

Smith ri. "Sim, ficaram".

Hoje, algumas pessoas sensatas estão recuando. O reformador da educação Chris Rufo propõe uma alternativa ao DEI chamada "EMC", sigla em inglês para igualdade, mérito e daltonismo racial.

Me parece uma boa ideia, mas os ativistas universitários dizem que o "daltonismo racial" é maligno porque nega que o racismo existe.

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O "mérito" é ruim porque a forma como é medido parece ser tendencioso, já que os resultados mostram uma disparidade racial.

É por isso que algumas faculdades abandonaram os testes de admissão e muitas escolas secundárias eliminaram as classes avançadas.

A lacuna entre alunos brancos e negros tem aumentado ultimamente.

Uma solução melhor, diz Smith, é ignorar os censores. Debater.

"As pessoas não dizem o que sentem porque não querem ser canceladas, serem chamadas de racistas. As pessoas estão se censurando. Temos que parar de fazer isso".

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Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]

© 2023 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês.