“Joice Hasselmann mostra treino pesado e recebe elogios: 'Bumbum perfeito'” — manchete do UOL sobre a nova fase da ex-deputada federal Joice Hasselman. Toda orgulhosa, Hasselman disse: "E ainda tem gente que diz que é Photoshop".
“A Eletrobras foi privatizada em 2022. Era só esse o tuite” — Janja Lula da Silva, primeira-dama. Mas é evidente que Janja não gostou da privatização: na estatal Itaipu, contratada sem processo seletivo, ela ganhava R$ 17 mil por mês.
“Presidente Maduro alerta sobre planos de semear o fascismo no país” — chamada do canal Venezolana de Televisión, obviamente governista e totalmente chapa-branca, mais ou menos como certos meios de comunicação brasileiros.
"Parece que arranharam de propósito. Que coisa absurda, é um arranhão estranho" — Margareth Menezes, ministra da Cultura, em “denúncia” feita em seu Instagram contra a companhia aérea Gol, que teria causado prejuízos em sua mala durante um voo entre Rio de Janeiro e Brasília. Que mala, hein?
“Hoje é dia de sexo, droga e rock and roll” — Ricardo Pereira (PSB), prefeito de Princesa Isabel, na Paraíba, durante live com amigos no Instagram. O Índice de Desenvolvimento Humano do município é de 0,606. O do Brasil, que já é ruim, é de 0,754.
“Preços caem para famílias pobres e sobem para os ricos” — manchete do jornal Folha de S. Paulo, repercutindo análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). É cada uma...
“A Câmara está com um poder muito grande e não pode usar esse poder para humilhar o Senado e o Executivo” — Fernando Haddad, ministro da Fazenda, em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo. É o roto falando do rasgado.
“Teremos câmeras 24 horas por dia” — Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil, prometendo fiscalização incessante para evitar corrupção nas obras do Novo PAC, do governo federal. Haja câmera.
“Eu não fiz nada contra a Lava Jato” — Augusto Aras, procurador-geral da República. No mês passado, o mesmo Aras correu ao X-Twitter para escrever que desestruturou as bases do lavajatismo.
“Sou uma vagabunda na tua cama” — Luísa Sonza, “cantora”. Da mesma Luísa Sonza, reclamando da objetificação da mulher: “Vamos começar a ver além da bunda?”
“Nunca houve no Brasil a menor dúvida sobre a segurança das urnas eletrônicas” — Gilmar Mendes, ministro do STF. Realmente não há dúvidas. Apenas certezas.
“'Ain… não pode falar bem do campeonato de futebol da Arábia Saudita porque o país é isso ou aquilo!', disse o vira-latas que adora uma liga de colonizador racista e torce para time com nome de genocida português” — Antonio Tabet, “humorista” do Porta dos Fundos, falando bobagem sobre Vasco da Gama e sobre os portugueses apenas para defender o futebol saudita (cujo campeonato a empresa de streaming de Tabet vai transmitir no Brasil).
“Ou o Alexandre de Moraes é um irresponsável, que colocou na rua mais de dois mil terroristas e estamos à mercê de um exército maior que o Grupo Wagner, ou então toda a ideia dos terroristas é uma farsa – o que é muito mais provável, porque, na realidade, você não solta terrorista” — Rui Costa Pimenta, presidente do PCO (Partido da Causa Operária), durante live do partido no YouTube, comentando a soltura dos presos do 8 de janeiro. Lamento, Xandão, mas a lógica do presidente do PCO é irrefutável.
“O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acabou de censurar uma nova investigação do Intercept sobre... o Tribunal de Justiça Rio de Janeiro. E as justificativas legais dessa decisão são as mais perigosas para a liberdade de imprensa e os direitos civis que já vimos” — Ricardo Noblat, jornalista e blogueiro do site Metrópoles. Quando a esquerda perceber que o poder de censura do judiciário está fora de controle, será tarde demais.
“Quem anda armado é um covarde, tem medo. Se você não tiver medo, for do bem, não tem que andar armado”
— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, que passa o dia todo cercado por seguranças... armados.
“Minha namorada tem um pênis. E não, não sou gay” — Adam Kubatzke, tiktoker, em declaração repercutida pelo jornal Daily Mail, sobre sua relação com a mulher trans Emma Rose, que também é estrela de filmes pornô.
Piada proibida da semana
"O Caio está nos chamando lá de Belém, e eu não quero deixar ele parado lá no meio do mato" — William Waack, jornalista, brincando com o colega que estava participando diretamente da Cúpula da Amazônia, em Belém.
“William Waack chama Belém de 'meio do mato' e prefeito da cidade vê preconceito” — manchete da Folha de S. Paulo.
"Mais uma vez um jornalista de direita, famoso por atos de racismo, de preconceito, de incentivo a violência, se manifesta para ofender Belém e o povo da capital do estado do Pará. Uma capital com grande acervo arquitetônico, histórico" — Edmilson Rodrigues, prefeito de Belém, que é do PSOL, dando chilique contra Waack. Mas fica a dúvida: Belém é cercada ou não por muita floresta, selva, ou seja, mato? E falar isso ofende a cidade e seus moradores de alguma forma?
Javier Milei, ultramegafascista e hipersuperextrema-direita
“Se o Milei ganhar, eu me mato” — Cristina Kirchner, vice-presidente da Argentina.
“Candidato de extrema-direita cai 10 pontos percentuais em pesquisa e perde força nas primárias da Argentina” — manchete da CNN Brasil sobre Javier Milei, libertário vencedor das primárias na Argentina. A semana que passou foi interessante para deixar ainda mais claro o padrão de certa imprensa brasileira: tudo o que não for de esquerda vira automaticamente de “extrema-direita”.
“Fascismo na América Latina: Ultradireitista [Javier Milei] é parte do movimento fascista liderado por Jair e Eduardo Bolsonaro na América Latina” — texto da revista de ultraesquerda Fórum.
“Se o fascista Milei vencer as eleições argentinas em outubro (eu apostaria que irá) a Argentina vai entrar em um dos períodos mais tenebrosos de sua História. Num país como aquele, com os movimentos sociais e sindicais que tem, a destruição do Estado que Milei propõe só é possível com a instauração de uma ditadura. Não consigo parar de pensar em guerra civil, sangue e muita gente morta. É um pesadelo” — João Paulo Cuenca, escritor que vê fascismo até na torrada do café da manhã, mas que pelo menos deixou a cidade catarinense de Urubici em paz.
“Vira-casaca: Javier Milei, político de extrema direita em destaque na Argentina, virou River após anos torcendo pelo Boca” — manchete do jornal O Globo. Um verdadeiro monstro!
"Até a mesma tintura de cabelo” — Alec Baldwin, em post no Instagram comparando uma foto de Javier Milei com Rex Heuermann, serial killer americano. A ironia desta história é que Javier Milei nunca matou ninguém. Já Baldwin...
Com STF politizado, fugas de réus da direita se tornam mais frequentes
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