| Foto: Antônio More / Gazeta do Povo

A Lua vai ser o lugar mais agitado do Sistema Solar nos próximos anos. Na última quinta-feira (29), a Nasa anunciou um programa para estimular missões privadas à superfície do satélite natural. A estratégia é replicar o sucesso obtido com o envio comercial de carga e, em breve, tripulações à Estação Espacial Internacional, agora para promover missões lunares. 

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Nove empresas foram selecionadas, num grupo que inclui tanto gigantes da indústria aeroespacial, como a Lockheed Martin, quanto recém-chegadas ao mercado, como a Astrobotic e a Moon Express. Cada uma dessas companhias está desenvolvendo seu próprio módulo de pouso e a Nasa espera poder contratar o envio de equipamentos à superfície lunar por meio delas, com um orçamento de US$ 2,6 bilhões em dez anos. A primeira missão nesses moldes poderia já sair em 2019, embora 2020 seja mais realista. 

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Trata-se do primeiro movimento claro de realinhamento do programa espacial americano após a diretriz estabelecida por Donald Trump para tornar a Lua o alvo prioritário da agência espacial, em preparação para o futuro envio de astronautas. 

Com a iniciativa, os EUA começam a recuperar o tempo perdido e se recolocar nesta nova corrida lunar, que tem até o momento a China como maior expoente. Por sinal, nos próximos dias deve partir a sonda Chang’e 4, que fará algo jamais antes realizado na história da exploração lunar: um pouso no lado afastado da Lua. No começo de 2019, será a vez dos indianos, com sua segunda missão científica à Lua, a Chandrayaan-2. 

O projeto americano, ao despertar o poderio da iniciativa privada em torno do processo de ocupação lunar, pode tornar o jogo ainda mais interessante. Não é loucura imaginar que teremos ao menos uma tentativa de pouso lunar por ano. 

Em paralelo, a Nasa projeta liderar a construção de um complexo orbital lunar para astronautas, chamado de Gateway. A previsão no momento é de que o primeiro voo tripulado ao redor da Lua possa acontecer em 2023, numa arquitetura que depende do sucesso da futura cápsula Orion e do foguete de alta capacidade SLS. 

Isso, claro, sem falar no rinoceronte solto na loja de cristais: a SpaceX. A companhia de Elon Musk está desenvolvendo a Starship, uma nave de alta capacidade que poderia promover missões tripuladas à superfície da Lua a um custo muito inferior. Se ficar pronta em coisa de cinco anos, como sugere Musk, isso pode tornar a arquitetura da Nasa embaraçosamente ultrapassada.

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