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Lula é o quinto presidente da história do Brasil a ser preso. Saiba quem são os outros

Embora seja raro ver um presidente da República condenado e mais raro ainda vê-lo na cadeia, Lula não é o primeiro presidente brasileiro a ir parar atrás das grades

  • Da Redação
Juscelino Kubitschek: preso em 1968 | ARQUIVOARQUIVO
Juscelino Kubitschek: preso em 1968 ARQUIVOARQUIVO
 
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Condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula teve seu pedido de prisão decretado nesta quinta-feira (05) pelo juiz Sergio Moro.  Embora seja raro ver um presidente da República condenado e mais raro ainda vê-lo na cadeia, Lula não é o primeiro presidente brasileiro a ir parar atrás das grades. Antes dele, Marechal Hermes da Fonseca (1910-1914), Washington Luís (1926-1930), Artur Bernardes (1922-1926) e Juscelino Kubitschek (1956-1960) passaram um tempo atrás da grades. Nenhum deles por corrupção.

Washington Luís e Juscelino Kubitschek foram presos durante a vigência de regimes de exceção. Hermes da Fonseca criticou o governo e Artur Bernardes tentou um levante contra Getúlio. 

Conheça a história completa de cada um.

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Marechal Hermes da Fonseca (preso em 1922) 

Presidente de 1910 até 1914, o Marechal Hermes da Fonseca assumiu o governo em um período conturbado da história brasileira, logo após a Revolta da Chibata, e seu cargo nas Forças Armadas foi usado em sua campanha eleitoral, na qual ele se vendeu como salvador da pátria. 

Sua prisão aconteceu oito anos após o fim de seu mandato, em 1922, durante a presidência de Epitácio Pessoa. Fonseca criticou duramente a intervenção do governo federal na eleição estadual de Pernambuco, o que provocou sua prisão no dia 2 de julho de 1922. Ele só sairia da cadeia em janeiro de 1923, já doente, após o fim da gestão de Epitácio Pessoa. 

Washington Luís (preso em 1930) 

Conhecido pelo lema “governar é abrir estradas”, Washington Luís foi deposto no dia 24 de outubro de 1930 pelo golpe de estado que colocaria Getúlio Vargas na presidência. Ele saiu do Palácio Guanabara acompanhado por Sebastião Leme, então cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, e foi levado para o Forte de Copacabana. 

Exilou-se na Europa e nos Estados Unidos, e só voltou ao Brasil após do fim da ditadura Vargas, em 1947. Viveu recluso em São Paulo até sua morte, em 1957, aos 87 anos. Morreu pobre. 

Artur Bernardes (preso em 1932) 

Ao apoiar a Revolução Constitucionalista, tentando criar um levante em Minas Gerais, Artur Bernardes, presidente de 1922 a 1926, acabou preso no dia 23 de setembro de 1932, e depois levado para a Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Seria ainda transferido para a Ilha do Rijo e para o Forte do Leme. Em 4 de dezembro foi solto e partiu para o exílio em Portugal. 

Juscelino Kubitschek (preso em 1968)

O Ato Institucional nº 5, que determinou o fim de várias liberdades civis durante a ditadura militar instituída em 1964, levou Juscelino à cadeia. Na noite de 13 de dezembro de 1968, o ex-presidente era o paraninfo de uma turma de engenharia durante uma formatura no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Quando estava saindo da cerimônia, foi preso e levado para um quartel em Niterói. Lá ficou preso por dias com a roupa do corpo, num pequeno quarto com um buraco no teto, de onde era observado o tempo todo. 

Após sair do quartel, ficou preso em seu apartamento durante um mês.

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