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Entre outras coisas, a resolução condena o uso dos símbolos dos regimes totalitários (suásticas e principalmente a foice e o martelo) em prédios e monumentos públicos, como este, em Moscou.
Entre outras coisas, a resolução condena o uso dos símbolos dos regimes totalitários (suásticas e principalmente a foice e o martelo) em prédios e monumentos públicos, como este, em Moscou.| Foto: Pixabay

Passou despercebida uma resolução do Parlamento Europeu que promete pôr um fim à eterna discussão sobre quais dos dois regimes totalitários, nazismo e comunismo, foi o mais assassino. Aprovado no dia 19 de setembro, o texto intitulado “A Importância da Lembrança dos Europeus para a o Futuro da Europa” conclama todos os países que fazem parte do bloco a equipararem o nazismo e o comunismo.

Aprovada por 535 votos a favor, 66 contra e 52 abstenções, a resolução reconhece o poder de alguns dos países membros de tornarem ilegais expressões nazistas e comunistas em seu território e reconhece ainda que, enquanto a violência perpetrada pelos nazistas foi julgada e punida em Nuremberg, os crimes de Stálin e de suas ditaduras-satélites permanecem sem a devida análise jurídica e moral.

A fim de equiparar o terror nazista e comunista, a resolução usa o dia 23 de agosto. Neste dia, em 1939, foi assinado o Pacto Molotov-Ribbentrop, que estipulava a não-agressão entre a Alemanha nazista e a União Soviética comunista e dividia os territórios de Estados independentes entre os dois regimes totalitários.

Mesmo que mais tarde o pacto tenha sido quebrado por Hitler, ele mostra como as muitas afinidades entre o nazismo e o comunismo.

A resolução repreende ainda as autoridades russas que, em agosto deste ano, negaram qualquer responsabilidade do país pelo Pacto Molotov-Ribbentrop e suas consequências, e alerta para a disseminação dessa visão revisionista do pacto na Polônia e nos países Bálticos.

O documento convoca todos os países-membros da União Europeia a condenarem o revisionismo histórico que celebra tanto o nazismo quanto o comunismo, a combaterem os negacionistas do Holocausto e a tomarem medidas para evitar a “trivialização” dos discursos nazista e comunista na política contemporânea. Ele ainda condena o uso dos símbolos dos regimes totalitários (suásticas e principalmente a foice e o martelo) em prédios públicos.

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