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Para entender

Por que a cúpula do Superior Tribunal Militar do Brasil viajou para a China?

Visita da cúpula do Superior Tribunal Militar (STM) à China foi justificada como um "intercâmbio de informações e troca de experiências" entre os dois países. (Foto: Divulgação / STM)

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Entre 20 e 25 de maio de 2026, a presidência do Superior Tribunal Militar (STM) realizou uma missão oficial à China para discutir cooperação jurídica e novos sistemas de Justiça, em meio a críticas sobre a aproximação com o regime autoritário de Pequim.

Qual foi o objetivo oficial da visita do STM à China?

Os dirigentes da corte brasileira buscaram ampliar o diálogo internacional e trocar experiências sobre as chamadas 'justiças especializadas'. Na prática, o STM apresentou como funciona o julgamento de crimes militares no Brasil e conheceu o sistema jurídico chinês, focando em temas geopolíticos e perspectivas de cooperação entre as instituições dos dois países.

O que chamou a atenção sobre o uso de tecnologia na Justiça chinesa?

Pesquisadores chineses destacaram a criação de tribunais inteligentes e de uma justiça voltada para a internet e Inteligência Artificial (IA). Eles utilizam plataformas para julgamentos on-line e IA como ferramenta auxiliar. A ideia é adaptar as leis para lidar com a rápida expansão digital, embora o uso responsável dessas ferramentas ainda seja motivo de debate interno.

Como a presidente do STM explicou o papel da Justiça Militar?

A ministra Maria Elizabeth Rocha defendeu que a Justiça Militar busca um 'equilíbrio delicado': manter a hierarquia e a disciplina das Forças Armadas sem desrespeitar os direitos humanos e a Constituição. Ela ressaltou que ninguém está acima da lei e que a justiça especializada serve para entender as particularidades da vida militar dentro de uma democracia.

Por que essa viagem gerou questionamentos e críticas?

A China é frequentemente avaliada negativamente em rankings globais de direitos fundamentais e liberdades políticas, sendo considerada um país autoritário. Questionado sobre os motivos de buscar parcerias com um regime de partido único que não possui uma Constituição proporcional aos padrões democráticos ocidentais, o STM não enviou uma resposta direta às críticas.

Quanto custou essa missão internacional aos cofres públicos?

Até o momento, o valor total gasto com a comitiva oficial não foi divulgado. O tribunal informou apenas que a prestação de contas sobre as despesas da viagem será publicada futuramente no Portal da Transparência, seguindo os trâmites protocolares da instituição.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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