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Para entender

Quem é Augusto Cury e por que ele quer ser presidente do Brasil?

Augusto Cury faz sua primeira incursão na política como pré-candidato à presidência do Brasil. (Foto: Wikimedia Commons)

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O psiquiatra e autor best-seller Augusto Cury lançou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Avante. Conhecido por vender milhões de livros de autoajuda, ele entra na política para as eleições de 2026 como uma alternativa de terceira via ao atual cenário polarizado.

Qual é a trajetória profissional de Augusto Cury antes da política?

Nascido em Colina (SP), Cury formou-se em Medicina e especializou-se em Psiquiatria e Psicoterapia. Ele se tornou um fenômeno editorial no início dos anos 2000, escrevendo sobre ansiedade, educação e autoestima com uma linguagem simples. Com mais de 30 milhões de livros vendidos, ele é um dos autores mais lidos do Brasil, ficando atrás apenas de Paulo Coelho em números gerais de vendas.

O que motiva o escritor a disputar o Palácio do Planalto?

Cury afirma que não busca o poder por ambição pessoal, mas por preocupação com o futuro do país. Ele aponta questões como o isolamento emocional, a 'intoxicação digital', o alto número de jovens que não trabalham nem estudam e o avanço do feminicídio. Para o autor, o Brasil está mergulhado em uma 'era da desesperança' e precisa de líderes focados em projetos estruturais e na pacificação da sociedade.

Como ele define sua ideologia com o termo 'cap social'?

O pré-candidato criou o rótulo 'cap social' para explicar sua visão: a união de uma 'mente capitalista' com um 'coração social'. Na prática, Cury defende a liberdade econômica, o empreendedorismo e a redução da burocracia, mas acredita que o Estado deve ser eficiente e mediador para proteger os mais vulneráveis e combater injustiças sociais.

Qual é o posicionamento de Cury em relação a Lula e Bolsonaro?

O escritor busca evitar o confronto direto e tenta adotar uma postura de 'outsider' anti-polarização. Ele reconhece pontos positivos em ambos os lados: elogia a defesa da liberdade de expressão e de negócios associada ao campo de Bolsonaro, e destaca a preocupação com os direitos humanos e programas sociais, como o Bolsa Família, no governo Lula. Cury se apresenta como uma ponte entre essas visões.

Ele já defendeu pautas que o aproximam de algum espectro político?

Recentemente, Cury manifestou posições que agradam ao eleitorado de direita, como a crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a defesa da revisão das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Apesar disso, ele rejeita os rótulos tradicionais de esquerda, direita ou centro, preferindo ser identificado como um pacificador consciente.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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