Diferenças
Forno à gás x elétrico
Alguns modelos de fogões de piso são vendidos com fornos à gás ou elétrico. A definição da melhor opção depende do gosto do consumidor e de questões como performance e economia. "Os modelos à gás não conseguem o cozimento com precisão de temperatura. Ou seja, alimentos que requerem baixa temperatura não são adequados para serem feitos nele", diz o gerente comercial da Elettromec, Josimar Germano.
Para os chefs de cozinha, Guilherme Baran, Celso Freire e Sandro Duarte, os fornos elétricos possuem um sistema melhor de distribuição de calor e a temperatura indicada no termostato é mais confiável. A presença desse dispositivo faz com que o forno elétrico consuma menos. "O custo do gás liquefeito de petróleo (GLP) é mais baixo, porém o consumo de energia do elétrico é menor porque ele atinge uma temperatura e para de aquecer, pela presença do termostato. No caso do à gás o consumo é o mesmo durante todo o cozimento", explica Freire.
Duarte recomenda, para os gourmets, fornos com diferentes funções, como a cocção por convecção estática, que dá bons resultados em bolos, pizzas, pão e para cozimento lento em caçarolas; a cocção delicada, ideal para massas, bolos com coberturas açucaradas e sobremesas úmidas em formas; cocção com grill, para carnes, e a função de descongelamento, em que o ar circula ao redor do alimento. "É diferente do micro-ondas e deve ser usado para pratos delicados que não requerem calor para seu descongelamento, como bolos e sobremesas", aponta.
Há ainda opções de fogões que possuem dois fornos com diferentes tamanhos. "É preciso observar se os dois fornos têm bom tamanho, de acordo com a necessidade da família. Se um for muito pequeno corre o risco de ser subutilizado", ressalta o gerente de marketing da Lofra Sud America, Carlos Fleischfresser.
Cuidados e limpeza
A conservação dos fogões depende da manutenção e limpeza corretas. Veja algumas dicas:
- Nunca utilize produtos abrasivos, como esponjas de aço, para limpar a mesa de inox. Aconselha-se o uso de água, sabão neutro e esponja macia. Antes de limpar com água remova o excesso de gordura com pano macio ou toalha de papel.
- O inox merece atenção especial. Depois de limpo e seco, pode-se passar um polidor doméstico à base de cera ou vaselina líquida para garantir o brilho.
- Saponáceos ou limpa-fornos, que contenham soda cáustica na fórmula, são proibidos porque estragam o revestimento interno dos fornos. Use apenas um pano ou esponja com detergente neutro ou produtos desengordurantes. Seque bem com um pano macio.
- As portas de vidro dos fornos e fogão, normalmente, são removíveis, o que facilita a limpeza. Antes de desmontá-la, consulte o manual de instrução do modelo.
Fontes: Elettromec, Lofra, EXS Eletrodomésticos, Mueller e Brastemp.
As belas cozinhas super equipadas dos melhores chefs são um sonho para muitos consumidores que apreciam a culinária. Além do talento com as panelas, vale o investimento em alguns eletrodomésticos mais específicos para os gourmets. Um dos principais aliados na cozinha é o fogão.
Embaladas pelo crescimento do mercado gourmet muitas marcas de eletrodomésticos (nacionais e importadas) lançam novos produtos com design moderno e funções específicas. "Sem dúvida o advento da cozinha goumert e a chegada do homem na cozinha aumentaram a busca pelo design e tecnologia nos fogões e demais eletrodomésticos", comenta o gerente comercial da Elettromec, Josimar Germano.
O volume de novidade é tão grande que fica difícil escolher a melhor opção. "Os modelos free standing (fogões de piso, com forno) perderam um pouco de mercado com a comercialização dos fogões de mesa (cooktops) aliados aos fornos de coluna, embutidos em móveis. Mas há os modelos profissionais ou semi-profissionais, voltados para o público gourmet", diz o sócio da loja EXS, que trabalha com produtos de alto padrão, Fernando Andrade.
Para ele, os "super fogões", especialmente os fabricados nos Estados Unidos e Europa, sempre terão mercado. "A principal vantagem é a robustez e durabilidade. São produtos para a vida inteira. A pessoa muda de casa e leva o fogão com ela", diz.
Andrade classifica os fogões de piso em três grupos: os profissionais (normalmente importados dos Estados Unidos e Europa, bem robustos, com fornos de até 120 litros de capacidade e preços que podem chegar a R$ 50 mil); os semi-profissionais (que são um pouco menores, resistentes, também importados e com preços que variam de R$ 8 mil a R$ 30 mil) e as linhas voltadas somente para o mercado doméstico (que tem alta qualidade, mas menos robustez. Nesta categoria é possível encontrar produtos a partir de R$ 3 mil).
Escolha
Antes de comprar é importante pesquisar e saber exatamente qual tipo de fogão se encaixa no espaço físico disponível e nos hábitos de consumo. "Prever uma boa circulação é muito importante para a logística da cozinha no dia a dia", aponta o chef de cozinha do Guega Ristorante, Celso Freire.
O volume de uso do equipamento também deve ser levado em consideração. Para o gerente de marketing da Lofra Sud America, Carlos Fleischfresser, é importante verificar com que frequência o fogão será usado. "O tipo de alimentação e de pratos a serem preparados, o tamanho da família, se a pessoa recebe ou não convidados, entre outras questões, são pontos essenciais para poder oferecer o melhor produto", diz.
De forma geral, ele aconselha os modelos com 70 centímetros de largura para famílias de até cinco pessoas e os fogões com 90 centímetros para atender até 12 pessoas. Há modelos ainda maiores, com até 120 centímetros de largura. "Para quem gosta de se aventurar e fazer pratos diferentes, a melhor opção nem sempre é um fogão de seis bocas. Várias marcas oferecem fogões com quatro ou cinco queimadores que podem ser instalados em casa, dando um ar mais profissional à cozinha", explica o chef de cozinha do Espaço Gourmet Escola de Gastronomia, Guilherme Baran.
Nos fogões modernos é possível encontrar queimadores com chama tripla (normalmente com suporte para panelas do tipo wok) e outros com potência bem menor do que a tradicional para o preparo de pratos que exigem pouco calor por mais tempo, como as reduções.
"Em alguns modelos podemos observar que as grades que sustentam as panelas estão mais robustas (algumas são feitas de ferro-gusa, uma liga de ferro e carbono) e a distância entre os queimadores podem variar, porque hoje existem diferentes formatos e tamanhos de panelas disponíveis para o uso doméstico", comenta o chef de cozinha e professor do Centro Europeu, Sandro Duarte.
Para Baran, a robustez das grades confere mais estabilidade quando a panela está apoiada e proporciona maior superfície de contato, distribuindo melhor o calor.
A maioria dos fogões de piso de linhas especiais combina o inox com o vidro na fabricação. Para os chefs essa é a melhor solução e uma tendência. "Além de mais bonitos, esses materiais demandam menos cuidados na manutenção e favorecem a higiene", diz Baran.
Freire reforça que é preciso verificar se o produto tem uma boa assistência técnica e suporte. "Há lojas cada vez mais especializadas. Ter a consultoria de uma delas, é uma boa solução." Outro ponto observado pelo chef é a importância da válvula de segurança obrigatória, desde de 2006, de acordo com norma do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) um dispositivo que suspende o fornecimento de gás, caso a chama apague sozinha.
Para Andrade, os fogões de piso têm ainda o apelo estético para quem prefere uma cozinha clássica. "O fogão free standing é um ícone da cozinha. As grandes marcas nunca abandonarão esse modelo", reforça.
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