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Giro pelos Bairros

Metro quadrado em alta estimula otimismo

Otimismo. Isto é o que move os corretores de imóveis que trabalham no Jardim das Américas. A euforia é tão grande que o bairro concentra o maior número de profissionais da área por conta da valorização do metro quadrado, um dos mais altos de Curitiba. A justificativa pela demanda elevada por imóveis na região é a boa localização e a infra-estrutura para os moradores.

Distante 5 quilômetros do Centro da capital, o Jardim das Américas tem como primeira referência a qualidade de vida que os moradores se orgulham em citar. Seis praças que são um convite para caminhadas, duas grandes redes de supermercados e acesso fácil às rodovias BR-376, BR-277 e ao Contorno Leste da 116 são apontados como pontos positivos. A região também dispõe de bancos, farmácias, pet shops e igrejas católica, batista, menonita, evangélica e mórmom.

Como é um bairro ZR-2 (construções de até dois andares com sotão), a região já chegou a ser apelidada como a "Sobradolândia". O local também tem uma grande incidência de condomínios fechados. São onze, a maioria de alto luxo. Segundo o gerente da Habitarte, Flávio Celine, a velocidade de venda de um imóvel na região é bem superior ao mercado. O prazo máximo é de 30 a 60 dias. "Já fizemos negócio em menos de 24 horas." O executivo diz que imóveis no valor de R$ 160 mil são os mais procurados.

Ilso José Gonçalves, diretor da Imobiliária JBA, confirma a valorização dos imóveis na região. Ele lembra que logo após a inauguração da fábrica da Renault, em São José dos Pinhais, de cada dez imóveis vendidos ou locados oito eram para funcionários da fábrica. E hoje quem começou como locatário tem o interesse em adquirir o imóvel.

Outro exemplo do desenvolvimento do bairro vem do Shopping Jardim das Américas. Há oito anos, o projeto foi o pioneiro fora do Centro da capital. Na época, conta o empresário Dirceu Pastre, diretor do empreendimento, eram 10 mil metros quadrados de área. Graças ao projeto de ampliação que estará finalizado até o fim do ano ou início de 2006, a área vai somar 30 mil metros.

O ponto negativo, segundo o empresário, fica por conta da preocupação com a violência, que cresce na região. Moradores e comerciantes afirmam que os casos de assaltos e furtos estão se multiplicando. "Não somos uma ilha e a exemplo dos demais bairro de Curitiba, os moradores do Jardim das Américas estão sendo vítimas da insegurança", afirma Pastre.

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