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Ninho Air, da Saccaro, com 2,13 metros de comprimento. Preço: R$ 7.210 | Saccaro/Divulgação
Ninho Air, da Saccaro, com 2,13 metros de comprimento. Preço: R$ 7.210| Foto: Saccaro/Divulgação

Conservação

Aprenda como aumentar a durabilidade dos móveis externos de plástico, madeira, fibra e alumínio:

Plástico – para a limpeza desses móveis nunca use produtos abrasivos. O ideal, até mesmo para tirar o amarelado do tempo, é aplicar uma solução com 10% de qualquer branqueador ou vinagre e 90% de água, utilizando uma esponja macia ou um pedaço de tecido. Para essa manutenção há também no mercado alguns produtos especiais que, além de limpar, prometem criar uma película protetora.

Madeira – em geral, esses móveis não devem passar muito tempo expostos às intempéries. Mesmo aqueles que têm algum tratamento, como o stain (impermeabilizante que protege a madeira das intempéries), não devem ficar muito tempo na chuva ou no sol. Se desejar deixar o móvel ao natural, com a aparência envelhecida, basta lavá-lo com água, sabão neutro e esponja abrasiva, além de secá-lo com um pano limpo. Já se a preferência for por manter a tonalidade natural, o móvel envelhecido deve ser polido (com lixa fina, grana 150 ou 220) e logo depois lavado e secado. Para um tom avermelhado, basta seguir os passos anteriores e, logo após a secagem, aplicar um óleo de linhaça. Quanto mais demãos, mais intensa será a tonalidade. Não deve ser aplicado nenhum tipo de cera, lustrador de móveis ou qualquer outro produto do gênero, a menos que seja especificado pelo fabricante.

Alumínio – Para tirar manchas de substâncias difíceis como a graxa, utilize cera automotiva ou querosene, cuidando para não passar o produto nas outras partes do móvel, como tecido, madeira e fibra. A cera automotiva também é uma boa opção para manter o brilho do alumínio. Outro produto que protege e mantém o material é o composto químico WD-40, borrifado sobre o móvel anualmente.

Fibra – Nunca utilize solventes, álcool, acetona, tíner, abrasivos (esponja de aço), detergentes ou qualquer outro produto que contenha soda ou ácidos para limpar e tirar manchas. Para a limpeza, use pano macio umedecido em solução com água e sabão neutro, após passe uma flanela seca. Nos trançados, pode ser utilizada também uma escova de cerdas macias com água e sabão neutro. Os móveis trançados em fibra sintética sofrem pequena alteração na cor das fibras, podendo clarear quando em uso prolongado e exposto diretamente a intempéries.

Fontes: Tramontina, HidroAll, Butzke, Saccaro, Brasil Post Móveis e WD-40.

  • Espreguiçadeira Ayty, da Saccaro, com tecido sintético. Preço: R$ 4.825
  • Poltrona (R$ 2.851) e pufe ( R$ 1.774,20) de fibra sintética Casablanca, à venda na Vila Sierra Interiores
  • Ombrelone, com 3,50 metros de diâmetro, da Butzke. Preço: R$ 6.090
  • Sunrise Screen Chaise Longue, da Tok&Stok, feita em plástico. Preço: R$ 738
  • Futon Turco cru, à venda na Perfeito Equilíbrio por R$ 889,80
  • Cadeirão empilhável Capri, da Butzke. À venda na Manufatto por R$ 412
  • Porta vasos Floral, da Butzke. À venda na Manufatto por R$ 63
  • Veja como fazer a aplicação do impermeabilizante, também chamado de stain

Quem tem uma varanda, quintal, jardim ou sacada em casa sempre tem dúvidas de como aproveitar o local. Assim como qualquer lugar da casa, esse espaço precisa ser planejado e bem mobiliado para se tornar um ambiente de uso freqüente. As opções são inúmeras, como os móveis de madeira, fibra, alumínio e plástico específicos para áreas externas, resistentes aos efeitos nocivos da chuva e do sol, além de serem de fácil manutenção.

No caso da madeira, as indicadas são aquelas com algum tratamento, coberto com impermeabilizante (produto chamado comumente de stain) ou autoclavada (tratamento em altas temperaturas que faz com que o material "trabalhe" menos sob os efeitos do sol e da umidade), ou ainda madeira teca – nome de uma espécie de origem asiática, mas que já vem sendo produzida aqui no Brasil, que é resistente a ambientes molhados. "O pinus autoclavado, que tem durabilidade de 15 a 20 anos e é mais barato por ser de reflorestamento, é o mais usado em 40% dos nossos projetos de deques", conta a proprietária da empresa de paisagismo Guaraúna, Ester Isfer.

Independentemente da madeira escolhida, a arquiteta Cláudia Guimarães Pinto lembra que o consumidor sempre deve procurar matéria-prima de reflorestamento ou certificada (com o selo FSC Brasil, dado pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal), que são garantia de origem legal da madeira.

Todo o tipo de madeira tende a escurecer, ficar com uma aparência acinzentada, quando exposta ao tempo, mas isso não é um defeito, apenas uma reação natural da madeira. Essa aparência pode ser modificada de acordo com a manutenção.

"A madeira ainda permite outros trabalhos, como a pátina (acabamento que sobrepõe tintas para criar efeitos como o da madeira envelhecida), para deques e móveis de área externa, que não fiquem no tempo, mas em uma varanda coberta", diz o arquiteto Marcelo Calixto. O uso da madeira de demolição, como as cruzetas (antigos postes de luz), de aspecto rústico e envelhecido e já resistentes às intempéries, também é indicado. Para Cláudia, o uso de deques é ideal para montar ambientes externos. "Não tem nada melhor que a madeira para compor com a vegetação, além de ser termicamente agradável de pisar e ideal para espaços com piscina, por não ser escorregadia."

Ester, da Guaraúna, informa que um deque com pinus autoclavado custa R$ 180 o metro quadrado, já o preço para um espaço com as cruzetas sobe para R$ 300 o metro quadrado. "É possível também fazer um deque com pinus frisado, que imita os veios e a beleza da madeira de demolição, por R$ 220 o metro quadrado."

Fibras

Essas devem ser sintéticas. As naturais, como o junco, tendem a se desfazer e descascar sobre os efeitos do sol e da umidade intensos. A fibra sintética é feita a partir de resinas plásticas que são ideais para móveis ao ar livre, por receberem tratamento químico que as torna resistentes a produtos abrasivos (como cloro e protetor solar) e aos efeitos do tempo (chuva e sol). As sintéticas também têm uma variedade de cores maior que as naturais, além de mais durabilidade. "A fibra sintética também pode ser usada em acessórios como tapetes, algumas vezes misturados à fibra natural de folha de bananeira", diz Calixto. Ele aponta cores escuras, como marrom e preto, como tendências para a escolha de móveis e acessórios de madeira e fibra. "Com essa combinação não tem como errar."

Plástico

O plástico branco ou colorido é também bastante usado, principalmente, pela praticidade que oferece. Com cuidados e os produtos certos, é fácil deixar peças com esse material com cara de novas por bastante tempo. Na escolha de cadeiras de plástico monobloco (aquelas moldadas em uma só peça do material) é preciso que o móvel siga as regras da NBR 14.776, de 2001, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estipula, por exemplo, o assento da cadeira deve ter largura entre 40 e 77 centímetros. O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) orienta que as cadeiras plásticas também devem ter marcações que especificam seu uso, como residencial, não residencial (para lugares de grande circulação) e irrestrito (para uso externo ou interno).

Tecidos

Os tecidos ideais para as áreas externas são os emborrachados ou com composição sintética, que recebem nomes comerciais como aquatec e acquablock, ou mesmo os chamados couro náutico e tecidos acrílicos, por terem acabamento com polímeros associados a agentes fungicidas. Esses tecidos são resistentes aos efeitos da chuva e do sol, mas, ainda sim, exigem cuidados com substâncias como óleos e protetores solares, que podem manchar os estofados.

Para limpeza desses tecidos não devem ser usados produtos químicos (alcalinos ou clorados), nem agentes abrasivos (como escovas de cerdas duras).

Papel absorvente, esponja macia e pano limpo são os materiais ideais para a retirada de eventuais sujeiras, de acordo com as orientações da fabricante de tecidos desse tipo, Fiama. A espuma do estofado deve ter proteção contra fungos e bactérias para não favorecer o aparecimento de bolor. Recomenda-se ainda uma limpeza periódica em lavandeira especializada. "Na hora de escolher as cores dos tecidos, pode-se apostar em tons da natureza, como o verde-oliva e os tons de tijolo. Se o espaço tiver uma piscina, valem os tons de branco e azul-marinho", indica Cláudia.

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