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Barras de Esperança
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Falar em “ser sustentável” pode causar a impressão de que a missão demanda um esforço muito grande, mas, cada vez mais percebemos que a sustentabilidade depende essencialmente de pequenas atitudes diárias, como, separar o lixo corretamente, evitar o consumo excessivo de plásticos e outros materiais descartáveis e repensar hábitos de consumo. Ou seja, são as pequenas escolhas do dia-a-dia que realmente fazem a diferença quando nos preocupamos em garantir que as próximas gerações tenham os recursos básicos para a sobrevivência.

Pensando desta maneira, é interessante refletir como você descarta o óleo usado na cozinha. Segundo a matéria "O ciclo do óleo", publicada na Gazeta do Povo, a estimativa é de que um litro de óleo usado, descartado da forma incorreta, pode ser capaz de comprometer até um milhão de litros de água. A bióloga Carolina Delong, especialista em Gestão Ambiental, explica que o óleo por si só até pode ser considerado biodegradável, o problema surge quando ele se mistura aos recursos hídricos, pois, as duas substancias não se separam com facilidade, assim, além da água ficar mais difícil de ser tratada, o óleo acaba absorvendo outras substancias, o que causa degradação na tubulação e se for descartado no solo, como nossas avós faziam, pode contaminar o lençol freático.

Assumindo a responsabilidade

A preocupação com um mundo mais sustentável e a consciência de que todos somos responsáveis por buscar esse objetivo, levou os alunos da Unidade de Educação Integral (UEI) da Escola Municipal Professora Maria de Lourdes Lamas Pegoraro, sob supervisão da professora Luciene Cristina Fraga Lacerda, a tomar uma atitude buscando conscientizar a comunidade e ainda empreender.

Após a realização de muitas atividades relacionadas ao tema, as crianças ficaram verdadeiramente preocupadas com a preservação dos recursos hídricos e descobriram, por meio na matéria citada anteriormente, que o óleo pode ser reaproveitado de várias maneiras, sendo transformado em ração para animais, resina para tintas, glicerina e até mesmo sabão. Pensando nisso, os alunos, que também fazem parte de outro projeto de empreendedorismo, encontraram uma solução que além de sustentável, poderia ser rentável: a fabricação de sabão caseiro, a partir do óleo usado.

Depois da ideia, era hora de colocar a mão na massa! As crianças pesquisaram em vários meios os ingredientes necessários para a fabricação do sabão, além disso, iniciaram uma campanha para arrecadar óleo usado na comunidade. Com todo o material em mãos e com ajuda das professoras, começaram a produção. “Os alunos peneiravam o óleo para retirar todas as impurezas, depois as professoras da unidade acrescentavam soda cáustica. Acrescentamos também algumas ervas aromáticas da nossa própria horta”, conta Luciene. Depois de pronta a mistura ia para as formas, onde ficava em processo de “cura” por algumas semanas, até poder ser cortado.

Os estudantes, que já haviam entendido o quanto usamos plástico de forma desnecessária, decidiram criar uma embalagem mais ecológica para o produto usando papel, que tem um tempo de decomposição muito mais rápido. Criaram também um selo e colocaram o produto à venda na feira de empreendedorismo realizada pela Instituição.

Luciene destaca que a ação envolveu toda a comunidade escolar, gerando um nível de conscientização ainda maior. “Todo o trabalho contou com o envolvimento dos estudantes, os pais que enviaram o óleo e garrafas pets para a horta e as professoras da Unidade, que também se envolveram na fabricação, arrecadação e venda do sabão”, disse.

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