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Campanha escolar facilita a aceitação da vacina contra o HPV

O resultado foi consequência do trabalho de conscientização que a professora Janaína de Barros, de Campina Grande do Sul, realizou com a comunidade escolar

  • Campina Grande do Sul
  • Instituto GRPCOM
Os alunos foram à Unidade Básica de Saúde para aprender mais sobre o HPV | Divulgação
Os alunos foram à Unidade Básica de Saúde para aprender mais sobre o HPV Divulgação
 
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A prática desta semana nos foi enviada pela professora Janaína de Barros, da Escola Rural Municipal João Assunção, localizada em Campina Grande do Sul. Ao identificar um problema na comunidade escolar em que trabalha a docente buscou reportagens da Gazeta do Povo para contextualizar e, posteriormente, conscientizar a população sobre a vacinação de crianças e adolescentes contra o HPV (vírus do papiloma humano) , uma questão considerada polêmica para pais e responsáveis dos alunos de sua escola.

A preocupação de Janaína surgiu ao assistir uma matéria do Paraná TV abordando o assunto. “Assisti no dia 22 de junho uma reportagem sobre a campanha de imunização contra o HPV ter sido ampliada para os meninos, e que a procura pela vacina era pequena, considerando a resistência dos pais em vacinar seus filhos contra uma doença sexualmente transmissível”, contou a professora. 

Ao tomar conhecimento do problema, a docente resolveu ouvir de seus alunos do 5º ano – entre 10 e 11 anos de idade – se já haviam visto algo a respeito. A resposta da turma confirmou sua preocupação: nenhum dos seus alunos havia tomado a vacina e a maioria deles nunca ouviu falar da campanha. Foi aí que a professora reuniu o máximo de material informativo, como cartilhas do Ministério da Saúde, cartazes disponíveis na internet, panfletos e vídeos da campanha lançada pelo Governo Federal, além de uma reportagem veiculada no dia 21 de junho na Gazeta do Povo intitulada Vacinação contra HPV tem faixa etária ampliada para meninos. 

Educação como prevenção 

Após a exposição desses materiais em sala de aula, Janaína respondeu todas as dúvidas dos estudantes que surgiram e os convocou para trabalharem juntos na disseminação das informações para toda a comunidade escolar, incluindo pais e demais familiares dos alunos. A escola enviou, a pedido da docente, um comunicado às casas dos jovens para que os pais se dirigissem com os filhos ao posto de saúde mais próximo da escola e uma enfermeira foi designada para uma conversa com os alunos sobre o HPV. 

Os resultados estão expressos no orgulho da professora ao nos contar sobre o desfecho da prática. “É fato que nossos jovens atualmente têm o primeiro contato sexual muito cedo, isso acarreta em uma série de problemas sociais, a gravidez precoce, casamento infantil, abandono, violência, falta de planejamento familiar, etc. Cabe à família, escola, governo e toda a sociedade cuidar dessas crianças e adolescentes e dar a assistência necessária. Cabe a mim, enquanto professora desempenhar o papel de mediadora das informações trazendo-as para a realidade dos meus alunos, a fim de desmistificar, mudar conceitos e formar opiniões. Educação como prevenção é transformar a vida das novas gerações”, enfatizou Janaína.

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