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Ressignificando o “decoreba”

Professora curitibana propõe experimentos baseados em matérias da Gazeta do Povo para estudar os tipos de solo

  • Curitiba
  • Instituto GRPCOM 
Das salas ao jardim da escola: alunos aprendem na prática sobre os diferentes tipos de solo  |
Das salas ao jardim da escola: alunos aprendem na prática sobre os diferentes tipos de solo 
 
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Sabe aqueles assuntos conhecidos como “decorebas”, que a maioria dos alunos acredita ser desnecessário para além dos muros da escola e os papéis das provas? Em ciências, no ensino fundamental, muitos objetos de estudo são encarados dessa forma, já que os conteúdos vistos nos livros didáticos parecem estar distantes do cotidiano dos alunos. 

E muitas vezes, essa impressão de que o conteúdo não tem aplicação prática vem do fato dos professores focarem o ensino apenas em transmitir o conteúdo teórico por meio dos livros. Este foi o caso da professora Thais Pereira, da escola Municipal CEI do Expedicionário, que após expor aos alunos do 4º ano os conteúdos didáticos sobre “solo”, os questionou com algumas perguntas do tema, como “o que é solo e quais são os tipos existentes”. 

De acordo com a professora, esta orientação gerou muita agitação, pouco envolvimento, pouco interesse e considerável indisciplina na turma. “Por isso, em outro momento decidi buscar um encaminhamento mais significativo, dinâmico e prazeroso. Pensando nas propostas do Ensino Híbrido, onde nem todos os alunos precisam fazer a mesma coisa ao mesmo tempo, sugeri que a turma se organizasse em grupos de estudo de acordo com suas afinidades” conta ela que passou alguns vídeos para nortear o trabalho. 

Na prática 

Após a apresentação dos vídeos, os estudantes conseguiram relacionar o assunto com os conhecimentos adquiridos nos livros e a professora enxergou então a oportunidade de partir para a prática. Thaís levou os alunos para a área externa do colégio a fim de coletar amostras de solo e encontrar os principais tipos estudados na classe: arenoso, argiloso e orgânico. 

Cada grupo realizou uma experiência, com diferentes resultados. “Determinado grupo percebeu que a água demorou a baixar em todos os tipos de solo, porque [os solos] estavam úmidos. Outro grupo percebeu que colocou maior quantidade de solo arenoso em seus experimentos e por esse motivo a água ficou muito mais tempo parada”, contou Thais dizendo que assim todos puderam perceber as variáveis que podem interferir em um experimento. 

Mão na massa 

Thais notou ainda que depois desta atividade, os estudantes estavam muito agitados procurando e pesquisando diferentes tipos de solo pela escola, especialmente o solo argiloso para utilizarem de maneira recreativa. Ela apresentou, então, duas matérias da Gazeta do Povo que tratava do tema de forma indireta: “Não viajou no feriado? Aprenda a fazer uma pequena horta” e “Espante o frio com aquecedor de argila que dispensa energia elétrica”. Os textos servirão então como inspiração para o que viria a seguir em sua metodologia. 

Aproveitando o terreno da escola, as dicas presentes nas matérias da Gazeta e o conteúdo programático de ciências, ela separou os alunos em grupos para que, de acordo com o interesse de um, criassem algo baseado no que haviam aprendido. Um dos grupos produziu hortas e jardins com solo orgânico, que possuem como principal característica fertilidade de plantio. E para dar um toque especial no trabalho, os alunos ainda personalizaram pallets de madeira. 

Outro grupo confeccionou um aquecedor, assim como ensinado na matéria da Gazeta. Eles utilizaram o tipo de solo argiloso e a aluna Nicolly inclusive percebeu que é possível criar diversas outras peças artesanais, como brinquedos, panelas, casinhas e enfeites. Já Mirelly relatou que precisaram cavar muito para conseguir solo orgânico, mas que após isso, descobriram que os solos têm diversas cores e texturas, podendo também ser duro ou mole. 

As atividades, além de trazerem bons resultados ao ambiente escolar, com certeza trouxeram ótimos aprendizados à turma da professora Thais. “Não houve momento de indisciplina e os estudantes produziram com atenção os seus registros, sempre questionando os colegas e a professora sobre suas dúvidas. Percebeu-se uma aprendizagem colaborativa. Os escritos dos alunos foram muito significativos e provou que realmente houve aprendizado”, afirmou a docente.

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