| Foto: Divulgação Ody Marcos Churkin
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Levante a mão quem nunca passou por uma situação de perturbação do silêncio. Brincadeiras à parte, é uma situação muito comum entre os brasileiros. E apesar de alguns condomínios e municípios terem regras e determinações, não existe nenhuma lei que legisle sobre o assunto, como explica a matéria Lei do Silêncio: como lidar com vizinhos barulhentos da Gazeta do Povo.

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Conscientização e prevenção 

Essas informações embasaram a prática do professor Ody Marcos Churkin, que atua na Escola Estadual Bento Munhoz da Rocha, em Colombo. Após perceber a falta de atenção dos alunos, ele entendeu que ruídos no entorno da escola podiam estar atrapalhando.

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Com as observações feitas e a leitura da matéria “6 a cada 10 ligações feitas ao 190 são sobre perturbação do sossego”, o professor desenvolveu o projeto O Monstro Barulhão Ruindozo e o Projeto PSIU, com os alunos dos 6º e 7º anos, na disciplina de Ensino Religioso. As turmas foram contagiadas pela história de um monstro que se alimentava do barulho, ruído e estrondos; enquanto o seu poder crescia, mais jovens e crianças ficavam sem ouvir. Esse monstro ainda tinha o poder de influenciar as pessoas a gritarem, buzinarem e ouvirem seus fones de ouvido no último volume, além de adorar brigas, encrencas e a perturbação do sossego.

Com os celulares, foi possível mensurar o barulho por meio de um aplicativo de decibelímetro, permitindo aos alunos perceberem que, em alguns momentos, ocupamos ambientes com o som mais alto que o suportável para a audição humana. Por meio da leitura de matérias de jornais e pesquisas foi possível identificar que há muita reclamação e muita violência em decorrência do som alto, o que interfere não só na vida dos próprios adolescentes, mas também na comunidade em que residem.

De forma criativa e descontraída, os alunos buscaram estratégias para derrotar o monstro e criaram o grupo PSIU: uma elite do silêncio e sossego, que, por meio de uma espada mágica chamada “MODERA AÇÃO”, consegue afastar o monstro causador de surdez, afastá-lo e mandá-lo para bem longe, conscientizando a todos por meio de palestras, vídeos e peças teatrais sobre respeito, cidadania e autocuidado.

O professor Ody, do Ler e Pensar, ficou satisfeito com o resultado do projeto. “Conscientizá-los sobre o que é a perturbação do sossego na prática e solucionar problemas próximos da própria realidade foi um convite para a criatividade, iniciativa, coleta de depoimentos e muitos pedidos de ajuda. Os alunos compreenderam que toda ação pode ser prejudicial a alguém e a si mesmos, como por exemplo, o mau uso dos fones de ouvido com o volume alto, ou fazer barulhos e ruídos”, contou.

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