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Martin de Luca, advogado envolvido no processo da Trump Media e do Rumble contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nos EUA, comentou nesta sexta-feira (29) a designação de facções brasileiras como organizações terroristas pela Casa Branca.
No X, o jurista americano falou sobre o alcance extraterritorial do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC).
"[...] Eles controlam territórios. Eles aterrorizam civis. Eles comandam redes prisionais. Eles movimentam narcóticos através de continentes em escala industrial. Eles projetam violência, intimidação e logística muito além do Brasil", afirmou em uma publicação, na qual citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por esse motivo, as facções brasileiras são vistas como uma ameaça global e não apenas pontual no Brasil.
"Eles [grupos criminosos] corrompem instituições nos mais altos escalões. O PCC e o CV não são meramente 'problemas de segurança pública brasileiros'. São ameaças à segurança regional e global", afirmou o advogado, citando artigos do jornal The Wall Street Journal e do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), que mencionam a abrangência das atividades criminosas desses grupos.
Segundo Martin de Luca, o PCC se tornou uma das maiores potências mundiais do tráfico de cocaína no mundo, operando em quase 30 países, com acesso direto a produtores de coca na Colômbia, Peru e Bolívia, e alianças com sindicatos globais.
Já o Comando Vermelho, apesar de manter suas operações mais ativas no Brasil, também já atua em oito países da América do Sul, controla rotas estratégicas de tráfico e fornece logística para remessas internacionais de drogas para a Europa e a África, segundo o jurista americano, que citou informações da Polícia Federal.
O departamento de Estado dos EUA anunciou nesta quinta-feira (28) que o governo do presidente Donald Trump decidiu classificar as facções criminosas brasileiras como organizações terroristas a partir de 5 de junho.
No comunicado, feito pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, ele afirmou que essas são duas das "organizações criminosas mais violentas do Brasil".




