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Segundo o presidente Barack Obama, Khatallah vai enfrentar “todo o peso do sistema de justiça dos Estados Unidos” | Gary Cameron/Reuters
Segundo o presidente Barack Obama, Khatallah vai enfrentar “todo o peso do sistema de justiça dos Estados Unidos”| Foto: Gary Cameron/Reuters
  • Embaixador Chris Stevens
  • Carro carbonizado diante de prédio da diplomacia dos EUA

Os EUA afirmaram ontem terem capturado o suposto líder do ataque de 2012 contra o complexo diplomático dos EUA em Benghazi, na Líbia.

O atentado matou quatro americanos, entre eles o embaixador Chris Stevens, e desencadeou uma crise política em Washington.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse ter autorizado a operação na Líbia no domingo, na qual tropas americanas, trabalhando com forças de segurança locais, capturaram Ahmed Abu Khatallah.

"Desde os ataques mortais às nossas instalações em Benghazi, tornei uma prioridade encontrar e levar à justiça aqueles responsáveis pelas mortes de quatro americanos corajosos", disse Obama, acrescentando que Khatallah irá enfrentar "todo o peso do sistema de justiça dos EUA".

Uma autoridade dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse que Khatallah está sendo mantido a bordo de um navio norte-americano depois de ter sido preso nos arredores de Benghazi em uma operação realizada por forças das operações especiais dos EUA.

O secretário de imprensa do Pentágono, contra-almirante John Kirby, disse não ter havido baixas civis na operação e que todos os americanos envolvidos deixaram a Líbia em segurança. De início, o Pentágono não quis discutir detalhes da ação, sem deixar claro de imediato se houveram mortes de militares.

Prisão

Outra autoridade dos EUA declarou que Khatallah será acusado e processado no sistema de justiça da Líbia e que não será enviado para a prisão de Guantánamo, em Cuba, que abriga supostos militantes da Al-Qaeda.

A decisão está alinhada com a política de Obama de levar supostos militantes capturados no exterior aos tribunais comuns, em vez de julgá-los em cortes militares de Guantánamo, em Cuba, instalação que Obama promete fechar desde sua primeira campanha para presidente dos EUA.

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