Profissional de saúde prepara doses da vacina contra Covid-19 da Moderna para serem aplicadas em pacientes em asilo em Bloomfield, Connecticut (EUA), 12 de fevereiro| Foto: Joseph Prezioso / AFP
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"Se reunir com amigos, ir ao parque fazer um piquenique sem precisarmos de máscara, já é possível fazer essas coisas, contanto que você se vacine. Então, vá se vacinar", pediu o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta segunda-feira (3), diante de uma queda no ritmo de vacinação que está sendo observada há duas semanas.

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Esta desaceleração, em parte, é natural, já que a imunização não é obrigatória e muitos dos que estavam ansiosos pela vacina, e também os grupos de riscos, já estão protegidos – em outros países com alta taxa de população totalmente imunizada, como Israel e Chile, a campanha também desacelerou. Contudo, esse não é o único fator.

De acordo com dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), o percentual de americanos que estão deixando de tomar a segunda dose da vacina anti-Covid está aumentando. Em abril, a taxa de abandono vacinal no país estava em 8%, ou seja, cerca de 5 milhões de americanos. Em março, o indicador era de 3,4%.

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A agência federal já esperava esse movimento. Um porta-voz do CDC disse que os primeiros grupos a serem vacinados, como os profissionais de saúde, foram vacinados em seus locais de trabalho, o que potencialmente reduziu a taxa de abandono vacinal. Agora que a imunização está aberta a praticamente todos os adultos, o número de pessoas que deixam de buscar a segunda dose aumenta, seja porque as pessoas estão trabalhando no horário agendado ou porque não conseguem agendar a vacinação em um momento mais adequado à rotina.

Ao mesmo tempo, também há muitas pessoas que estão receosas de tomar a segunda dose devido a efeitos colaterais relatados após a aplicação da dose complementar, como febre fraca, calafrios e dores no corpo. A pausa temporária na aplicação da vacina Johnson & Johnson após a descoberta da relação do produto com tromboses também não ajudou em nada para melhorar a confiança da população nos imunizantes. Há também aqueles que acreditam que estão protegidos com apenas uma dose e argumentam que, com a queda de casos de Covid-19 no país – ou na região onde moram – a dose complementar não é necessária.

A aplicação da primeira dose também está em queda nos Estados Unidos. Diariamente, menos de 1,1 milhão de americanos estão sendo vacinados contra a Covid-19 pela primeira vez, enquanto que há duas semanas eram cerca de 2 milhões de primeiras doses aplicadas por dia.

Essa redução está fazendo com que os governos locais e federal mudem suas estratégias de campanha, para que o "retorno à vida normal" não tenha que ser adiado. Em vez de focar em locais de vacinação em massa, eles estão apostando em levar os imunizantes às comunidades, seja em clínicas de saúde ou até de porta em porta em áreas rurais onde menos pessoas estão aparecendo para se vacinar.

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