Fachada da Bolsa de Valores da Arábia Saudita (Tadawul) na capital Riad| Foto: FAYEZ NURELDINE/AFP
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A estatal petrolífera da Arábia Saudita, Aramco, anunciou nesta terça-feira (10) que vai aumentar a sua produção de petróleo para um recorde de 12,3 milhões de barris de petróleo por dia no próximo mês – a mais recente escalada na guerra de preços do petróleo entre o reino saudita e a Rússia.

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Em fevereiro, segundo a Bloomberg, a Arábia Saudita estava produzindo cerca de 9,7 milhões de barris por dia. O aumento massivo da produção promete inundar o mercado e baixar ainda mais os preços da commoditie em um momento em que o mundo está demandando menos petróleo por causa da epidemia do novo coronavírus.

Na segunda-feira, o preço de referência do petróleo caiu mais de 20% depois que o reino saudita anunciou que derrubaria as orientações para corte de produção. A própria Aramco perdeu 10% de seu valor de mercado. Na manhã seguinte houve uma recuperação modesta e o barril que estava sendo negociado por cerca de US$ 35 dólares no fechamento do mercado na segunda passou a ser vendido a US$ 37.

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A reposta da Rússia veio na sequência. O ministro de Energia russo, Alexander Novak, disse que o país pode ampliar sua produção de petróleo rapidamente. "Temos o potencial para crescimento da produção em 500 mil barris por dia", afirmou Novak, em entrevista ao canal de TV estatal Russia 24. Segundo a Bllomberg, isso elevaria a produção diária da Rússia a 11,8 milhões de barris de petróleo.

Na última sexta-feira (06), sauditas e russos não conseguiram chegar a um acordo para aprofundar cortes na produção coletiva da Opep+, grupo formado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dez aliados, incluindo a Rússia. Na ocasião Moscou rejeitou uma proposta da Opep de ampliar a redução na oferta em 1,5 milhão de barris por dia, em resposta à ameaça econômica do coronavírus.