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O Departamento de Guerra dos EUA desclassificou centenas de arquivos governamentais nesta sexta-feira (8) sobre relatos de avistamentos de OVNIs e Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs).
Entre esses documentos estão transcrições técnicas e imagens de duas missões da Nasa, Apollo 12 e 17, nas quais astronautas descreveram ter observado eventos misteriosos no espaço.
As tripulações das respectivas missões relataram clarões sem explicação, luzes em movimento e fenômenos não identificados contra o horizonte lunar. Ao todo, o material liberado inclui seis fotos tiradas por astronautas da missão Apollo 12, de 1969, na superfície da Lua, e descrições de movimentos luminosos misteriosos na Apollo 17, de 1972.
As transcrições técnicas de voz ar-solo da Apollo 12 revelam os momentos em que os astronautas identificaram fenômenos não identificados: um período de uma hora no quinto dia e um período de dois minutos no sexto dia da missão.
"Dia 05, Hora 19, Minuto 14, Segundo 58 até Dia 05, Hora 20, Minuto 12, Segundo 14: Às 05:19:27:25, o piloto do Módulo Lunar (LMP-LM), o astronauta Alan L. Bean, descreveu a observação de partículas e flashes de luz 'navegando no espaço' através do Telescópio Óptico de Alinhamento (AOT) a bordo. Ele caracterizou esses fenômenos como escapando da Lua", diz um trecho da transcrição.
No dia seguinte, "o Comandante da Missão, Charles 'Pete' Conrad, descreveu a observação de detritos flutuantes fora do módulo lunar, que haviam sido iluminados pela luz de rastreamento a bordo do módulo. Às 06:00:21:51, Conrad avaliou que a luz de rastreamento havia se apagado, pois não conseguia mais ver os detritos do módulo".

Na Apollo 17, o piloto Ronald Evans afirmou ter presenciado “partículas ou fragmentos muito brilhantes” que flutuavam e giravam próximos à espaçonave enquanto ela manobrava. O astronauta Jack Schmitt confirmou ter tido a mesma experiência e comparou o fenômeno ao "Quatro de Julho", uma referência aos fogos disparados durante as comemorações da independência dos EUA.
"Os astronautas especularam que o fenômeno poderia ser atribuído a fragmentos de gelo ou tinta desprendidos de um componente separado da espaçonave (S-IVB), mas classificaram essa avaliação como um palpite", diz a documentação divulgada.

Em um segundo episódio durante a missão da década de 1970, o comandante Eugene A. Cernan relatou dificuldade para dormir e descreveu ter observado "alguns conjuntos de rastros". Ele também descreveu uma luz intensa piscando entre seus olhos, descrevendo sua intensidade como comparável à do farol de um trem e caracterizando-a como "imponente".
Nas três horas seguintes, Cernan descreveu ter observado vários fenômenos intermitentes e rotativos que ele avaliou como correspondentes a objetos físicos no espaço, em vez de um fenômeno puramente óptico.
O piloto do módulo lunar Schmitt também relatou ter observado um fenômeno semelhante, embora novamente tenha avaliado a fonte de sua observação como sendo um estágio de foguete separado (S-IVB).
"Às 02:20:55:22, Cernan relatou ter observado dois objetos brilhantes distantes adicionais, embora os tenha avaliado como painéis do Adaptador de Nave Espacial/Módulo Lunar (painel SLA), outro componente separado do foguete Saturno V".
Em um terceiro episódio, o piloto do módulo lunar Schmitt disse ter observado um clarão na superfície lunar ao norte da cratera Grimaldi.
O Pentágono divulgou uma primeira leva de arquivos governamentais sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês) após uma ordem dada pelo presidente Donald Trump, em fevereiro.
A coleção sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) e possíveis formas de vida extraterrestre pode ser acessada no site do Departamento de Guerra, onde o governo dos EUA "divulgará continuamente arquivos adicionais".
O governo americano destacou que trata-se de casos não resolvidos, o que significa que as agências americanas não conseguiram determinar definitivamente a natureza dos fenômenos observados. Todos os arquivos liberados podem ser acessados aqui.
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