Novas mudanças nas regras de sucessão real no Reino Unido poderiam ter mudado a história do país se tivessem sido implementadas desde o início da monarquia. Nesta sexta-feira, o governo britânico lembrou de três casos emblemáticos que poderiam ser alterados pela nova norma de sucessão real.

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- Henrique VIII: Conhecido por ter fundado a Igreja Anglicana e rompido com o Vaticano, além de ter casado seis vezes, Henrique VIII poderia ter ficado de fora do trono se as mudanças promulgadas hoje pelo Reino Unido tivessem sido realizadas no século XVI. Henrique VIII tinha uma irmã mais velha, Margaret Tudor. Hoje, ela que teria sido coroada rainha em seu lugar, o que põe alguns a se perguntar: se Margaret Tudor tivesse mesmo sido rainha, será que o Reino Unido teria rompido com a Igreja Católica?

- Elizabeth Stuart: Conhecida também como Rainha de Inverno da Boémia, região que era controlada por seu marido alemão, Elizabeth Stuart era a filha mais velha de Jaime I, que reinou entre 1603 e 1625. Após morrer, Jaime I foi sucedido por Carlos I, seu filho homem mais velho. Carlos era defensor do direito divino dos reis e travou uma batalha com o Parlamento que levou à guerra civil e culminou na instauração da república puritana no Reino Unido.

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- Princesa Vitória: Não é preciso voltar tanto na História para ver os impactos que as mudanças desta sexta-feira no Reino Unido. Filha mais velha da rainha Vitória, que morreu na virada do século XX, a princesa teria sido coroada rainha no lugar de seu irmão VII. A então nova rainha morreria apenas sete meses após ser coroada, entregando o trono ao último imperador alemão, o kaiser Guilherme II da Prússia. Ou seja, o Reino Unido entraria na Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha, tendo um rei germânico.