Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
EUA

“Assassino Federal Amigável”: o que diz manifesto ligado a atirador de evento com Trump

Agentes de segurança permanecem em alerta após disparos no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, onde o presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, participavam em Washington neste sábado (25). (Foto: EFE/EPA/Yuri Gripas)

Ouça este conteúdo

A Casa Branca informou neste domingo (26) que o atirador que supostamente tentou assassinar autoridades, incluindo o presidente Donald Trump, compartilhou um manifesto com familiares momentos antes de tentar invadir armado o tradicional jantar de correspondentes da sede do Executivo americano.

No documento de 1.052 palavras, o responsável pelos disparos se autodenomina um “Assassino Federal Amigável” e revela sua intenção de matar funcionários do governo americano, entre eles o líder do país. Ele detalha uma lista de prioridades para o ataque, colocando os altos funcionários do governo Trump no topo de seus alvos, com a única exceção do diretor do FBI, Kash Patel.

O manifesto foi entregue às autoridades por um irmão do acusado de crimes federais, segundo uma fonte americana. O The New York Post, que teve acesso ao escrito, informou que o atirador afirmava que ele não se considera um "oprimido" e, por isso, não deve "dar a outra face", como ensina a instrução cristã às vítimas de opressão.

“Não sou uma criança que foi explodida, nem uma criança que passou fome, nem um adolescente abusado pelos muitos criminosos desta administração. Oferecer a outra face quando se é oprimido não é comportamento cristão, é cumplicidade nos crimes do opressor”, escreveu.

Os investigadores envolvidos no caso tiveram acesso a diferentes versões do manifesto, segundo apontou uma fonte oficial a par da situação. Todos os documentos se assemelham quanto à ideologia crítica ao governo de Donald Trump e às ameaças a autoridades de alto escalão da administração republicana.

Um dos trechos divulgados pelo The Post parece fazer menção ao presidente americano, apesar de não citar seu nome. “Para minimizar as baixas, usarei chumbo grosso em vez de balas (menor penetração em paredes). [...] Eu enfrentaria quase todos aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (partindo do princípio de que a maioria das pessoas escolheu assistir a um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, sendo, portanto, cúmplices), mas espero sinceramente que não cheguemos a esse ponto”.

O suposto escritor do manifesto chegou a zombar da falta de segurança no hotel Washington Hilton, onde ocorria o evento, dizendo que o Irã poderia agir facilmente no local com poder de fogo ainda mais devastador.

"A primeira coisa que notei ao entrar no hotel foi a arrogância. Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça", escreveu.

A fonte oficial americana que conversou com o The Post sobre o assunto disse que o Serviço Secreto entrevistou um familiar de Allen e descobriu que ele frequentemente fazia comentários "politicamente radicais" e falava em "fazer algo para resolver os problemas do mundo".

Em entrevista antes da divulgação do documento, Trump afirmou à Fox News que o agressor agiu movido por um "ódio anticristão". Allen, que viajou de Los Angeles para cometer o atentado, permanece sob custódia em um hospital para avaliação psiquiátrica e a expectativa é de que compareça a um tribunal federal de Washington D.C. nesta segunda-feira (27).

VEJA TAMBÉM:

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.