Sanaas, capital do Iêmen, em foto de 2010| Foto: AFP

Um ataque aéreo da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen matou dezenas de presos de um centro de detenção provisória no sul do país, neste domingo. Os militares sauditas informaram que tinham como alvo um depósito de armas, mas os rebeldes e a Cruz Vermelha disseram que o centro para prisioneiros de guerra acabou bombardeado.

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Em um comunicado na TV estatal saudita, a coalizão anunciou que havia destruído um depósito dos rebeldes, conhecidos como Houthis, onde havia drones e mísseis. Um porta-voz houthi rebateu a informação e afirmou que pelo menos 60 corpos foram encontrados em meio aos escombros, e que o número de mortos pode aumentar significativamente.

À Reuters, o chefe da delegação da Cruz Vermelha no Iêmen, Franz Rachenstein, disse que mais de 100 pessoas foram mortas. “Os detidos que foram mortos eram pessoas tomadas como prisioneiras no conflito, a quem já tínhamos visitado”, destacou.

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Ataques recentes da coalizão liderada pela Arábia Saudita já atingiram hospitais, clínicas, mercados e ônibus escolares. A coalizão tem afirmado que toma todas as medidas preventivas para evitar a morte de civis, mas grupos de direitos humanos e a ONU afirmam que os militares continuam a quebrar as leis internacionais.

A coalizão, que reúne países do ramo sunita, tem combatido os xiitas houthis desde março de 2015, na tentativa de restaurar o governo do Iêmen e evitar que o Irã ganhe força e influência na região, em sua aliança com os houthis. Nos últimos meses, os houthis têm demonstrado maior poderio militar, e já atacaram aeroportos e campos de petróleo sauditas, usando drones e mísseis. A coalizão vem respondendo com ataques aéreos.

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