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A violência voltou a assustar a Colômbia em um rastro do colapso de segurança pública deixado pelo governo de esquerda do presidente Gustavo Petro no país. Na manhã deste sábado (1º), um caminhão-bomba foi detonado na cidade de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, deixando 11 pessoas feridas e destruição nos arredores de uma delegacia policial.
O atentado ocorre a apenas seis dias da posse do presidente eleito de direita, Abelardo de la Espriella, no que parece ser uma investida do crime organizado contra a mudança do comando político no país.
As explosões e a fumaça tomaram as ruas da região no início do dia, espalhando o pânico entre os moradores. Segundo informações publicadas pela agência de notícias AFP, o balanço inicial das autoridades locais confirma que oito policiais e três civis ficaram feridos no raio da explosão.
As forças de segurança cercaram a área imediatamente para evitar novas incursões e tentar resgatar vítimas em meio aos escombros.
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Cerco ao narcotráfico
Abelardo de la Espriella venceu as eleições presidenciais colombianas em junho após consolidar um forte discurso de combate ao crime e de restauração da lei e da ordem. Ele derrotou o candidato esquerdista Iván Cepeda, que contava com o apoio direto e a máquina do atual presidente Gustavo Petro.
Logo após a confirmação da explosão, o presidente eleito usou suas redes sociais para repudiar com firmeza a ação dos criminosos e mandar um recado direto aos grupos armados que tentam desestabilizar o país.
Em publicação na rede social X, ele condenou o ataque: “O terrorismo não intimidará a Colômbia nem dobrará a vontade dos colombianos de viver em paz e com segurança”
Tolerância zero
Na mesma publicação, "El Tigre", como o líder conservador é conhecido popularmente, cobrou investigação rigorosa do atentado e garantiu apoio total às vítimas do ato covarde.
Espriella prometeu combate implacável aos executores do ataque: “Os responsáveis deverão ser identificados, capturados e levados à justiça como todo peso da lei. Aos nossos heróis da força pública: não estão sozinhos”
A cerimônia de posse de De la Espriella será realizada em Cali, no sudoeste colombiano, marcando uma ruptura histórica no protocolo do país. Tradicionalmente, a transmissão de cargo de novos chefes de Estado sempre ocorreu na sede do Congresso Nacional, na capital Bogotá.
De acordo com informações publicadas no portal G1, o anúncio da mudança de local é simbólico e assinala a declaração de guerra imediata do futuro governo contra os cartéis do narcotráfico e os grupos guerrilheiros que dominam aquela região.






